Laerte Braga
O jornalista Luís Nassif em artigo recente trouxe a baila uma questão
decisiva na prática do jornalismo, especificamente, na conduta do
jornalista. Nassif afirma, a propósito da série de denúncias feitas pela
quadrilha VEJA, que cabe ao jornalista dizer não, ou sim, quando percebe que
por trás das denúncias existe manipulação. Se diz sim, aceita, é parte da
mentira. Se diz não, preserva-se, observa a ética jornalística.
A última denúncia da quadrilha VEJA a propósito de 200 mil reais a um
funcionário da Casa Civil, por conta da compra de TAMIFLU (medicamento
produzido por um único laboratório e voltado para o combate à gripe suína),
é de um primarismo que faz com que o leitor (quem ainda consegue ler a
revista, podridão pura) seja visto como o Pateta, personagem de Walt Disney,
simpático personagem, numa concorrência direta com o Homer Simpson, síntese
do telespectador do JORNAL NACIONAL na opinião do quadrilheiro William
Bonner.
O jornalista Urariano Mota num simples exercício de matemática, coisa de
ensino fundamental, mostra que é absolutamente impossível alguém receber 200
mil reais num envelope pardo, dentro de sua gaveta, como afirma a revista.
Vamos lá.
Vinícius de Oliveira Castro é o nome do funcionário que “achou” 200 mil
reais num envelope pardo em sua gaveta e ouviu que aquele valor era a
“gratificação pela compra do TAMIFLU.
Urariano Mota, no blog www.juntossomosfortes.blogspot.com explica que
*“Veja, olhem e vejam como a denúncia cai diante dos olhos da aritmética.
Vamos supor que os 200 mil reais estivessem reunidos em cédulas de maior
valor, todas portanto de 100 reais. Então haveria 2.000 cédulas de 100. O
Banco Central informa que uma cédula de 100 tem as dimensões de 140 x 65
milímetros.
Por sua vez, um bom envelope pardo tem as dimensões de 240 x 340 milímetros.
*Agora tentem enfiar 2.000 cédulas de 100 nesse envelope. Seria como, numa
abstração máxima, enfiar algo próximo a 223 folhas de papel A4 nesse
envelope. Ou, se as notinhas de 100 estiverem bem arrumadas, sem dobrar nem
uma, o equivalente a 333 folhas de papel A4. Em um caso ou outro, não dá. O
pobre do envelope pardo se rasga.
*Notem que estamos supondo que as cédulas de 100 tenham a mesma espessura de
uma folha de papel ofício. Na verdade, a relação grama por milímetro
quadrado da cédula é maior.
*A não ser que, para esse escândalo, a Casa da Moeda tenha rodado cédulas de
300 reais mais leves e finíssimas. Nesse caso, o envelope agüentaria. Mas
aí, para a história ser real, a moeda é falsa.”*
Na edição do JORNAL NACIONAL, sábado, dia 18, a repercussão do fato. O
repórter que tratou das denúncias por pouco não levantou vôo naturalmente no
afã de ganhar um assento melhor na távola da quadrilha. Mostrou-se
esforçado.
FOLHA DE SÃO PAULO, especialista em desova de cadáveres de presos políticos
assassinados pela ditadura (quadrilha também), só não saiu com edições
especiais, mas naturalmente no meio da semana vai apresentar um infográfico
explicando tudo direitinho e o ESTADO DE SÃO PAULO ainda não obteve a bênção
do imperador Pedro II para tratar o fato de forma contundente, vai caber ao
velho ESTADÃO, sustentar a mentira durante o resto da semana, quando,
lógico, surge a outra denúncia/mentira.
RBS, a GLOBO do Sul, primeiro vai saber se tem algum filho de diretor
envolvido em estupro, esconder a notícia e depois mentir.
VEJAmos porque, como demonstra e prova, sem achar que o leitor/eleitor é
Pateta ou Homer Simpson, o deputado Brizola Neto, porque o crime organizado
na Comunicação apóia José Arruda Serra e mente sem pudor algum, afinal é
crime organizado.
*CONTRATOS ASSINADOS POR SERRA*
*27/maio/2010*
*Contrato: 15/00548/10/04*
*- Empresa: Editora Brasil 21 Ltda.*
*- Objeto: Aquisição de 5.200 Assinaturas da “Revista Isto É” – 52 Edições –
destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo – CEI e
COGSP – Projeto Sala de Leitura*
*- Prazo: 365 dias*
*- Valor: R$ 1.203.280,00*
*- Data de Assinatura: 18/05/2010*
*28/maio/2010*
*Contrato: 15/00545/10/04*
*- Empresa: S/A. O ESTADO DE SÃO PAULO*
*- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas do Jornal “o Estado de São Paulo”
destinada as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São Paulo –
Projeto Sala de Leitura*
*- Prazo: 365 dias*
*- Valor: R$ 2.568.800,00*
*- Data de Assinatura: 18/05/2010.*
*29/maio/2010*
*Contrato: 15/00547/10/04*
*- Empresa: Editora Abril S/A*
*- Objeto: Aquisição de 5.200 assinaturas da Revista “VEJA” destinada as
escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado São de Paulo – CEI e COGSP –
Projeto Sala de Leitura*
*- Prazo: 365 dias*
*- Valor: R$ 1.202.968,00*
*- Data de Assinatura: 20/05/2010.*
*8/junho/2010*
*Contrato: 15/00550/10/04*
*- Empresa: Empresa Folha da Manhã S.A.*
*- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas anuais do jornal “Folha
de São Paulo” para as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São
Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura*
*- Prazo: 365 dias*
*- Valor: R$ 2.581.280,00*
*- Data de Assinatura: 18-05-2010.*
*11/junho/2010*
Contrato: 15/00546/10/04*
- Empresa: Editora Globo S/A.*
- Objeto: Aquisição pela FDE de 5.200 assinaturas da Revista “Época” – 43
Edições, destinados as escolas da Rede Estadual de Ensino do Estado de São
Paulo – CEI e COGSP – Projeto Sala de Leitura*
*- Prazo: 305 dias*
*- Valor R$ 1.202.968,00*
*- Data de Assinatura: 20/05/2010*
*http://www.tijolaco.com/26546*
A conclusão é simples, a turma está toda no bolso. Comprada. De rabo preso
com o esquema que apóia a candidatura de José Arruda Serra.
A propósito, o candidato tucano viveu momentos complicados num comício no
Sergipe. O candidato do seu partido ao Senado não apareceu. Está apoiando
Dilma, sumiu quando Serra chegou. Um candidato a deputado federal cismou de
denunciar o fato do palanque e ficou repetindo que o candidato apóia Dilma e
não Arruda Serra. Constrangimento total até que, irritado, Arruda Serra
pediu ao candidato que parasse de falar no nome da candidata petista. O
efeito estava sendo ao contrário.
Não existe mídia privada independente. Mas podre. Crime organizado,
quadrilhas. E jornalistas que dizem amém são cúmplices. O que lhes pagam os
chefões cabe num envelope pardo, são baratos, a quantidade de notas de cem é
bem menor. E não tem necessidade de colocar na gaveta, é as claras, basta
ver os caras com de quatro diante das câmeras, no delírio do “cumpri a
missão chefe”.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM SALTO DE QUALIDADE PARA A REDE ESTADUAL DE ENSINO
A escola pública tem problemas? Quais são? E como podem ser resolvidos?
O projeto de gestão democrática possibilita um salto qualitativo no ensino e no funcionamento das escolas da rede pública do Estado de Sergipe. Através dele, pais, alunos, professores, gestores e a sociedade civil organizada poderão definir a política de educação do Estado que será executada pelo Secretário de Educação. Entre outras vantagens, isso permite que os projetos de gestão educacional não sejam interrompidos com a alternância de políticos no poder.
A população ainda não está devidamente informada sobre as mudanças que estão prestes a acontecer, pois o projeto de gestão democrática está em vias de ser enviado para a Assembleia Legislativa e já conta com o apoio manifesto de 22 dos 24 deputados estaduais. A descentralização acontecerá através da criação e atuação de quatro organismos:
1- Congresso de Educação: É formado por pais, professores, alunos, gestores e sociedade civil. Sua função é definir a política de educação do Estado.
2- Assembleia Escolar: Professores e alunos poderão discutir todos os problemas da escola e buscar soluções concretas, decidindo onde será aplicado o recurso da escola.
3- Conselho Escolar: Formado por professores e alunos, ele irá partilhar a gestão escolar com o diretor da escola.
4- Eleição de Diretores: A comunidade escolar poderá escolher o diretor de sua escola. Todos os candidatos deverão passar por um curso de formação e apresentar um Plano de Trabalho. Depois de eleito, o diretor passará por novo curso de capacitação.
Mudar para Melhorar
O professor Roberto Silva Santos, Diretor do Departamento de Base Estadual do SINTESE, resume que os problemas vivenciados nas escolas estaduais poderão ser discutidos e resolvidos com a implantação da gestão democrática. “Os alunos e professores que trabalham e estudam na escola são as pessoas que mais conhecem os problemas e dificuldades vivenciadas. Por isso sua contribuição é fundamental. A política educacional não será mais aquela implementada em pacotes, mas a própria comunidade estará escolhendo como será seu funcionamento, é ela quem vai gerir o recurso repassado para a escola”, esclarece o professor.
O professor cita que entre outros benefícios que virão com a gestão democrática estão a qualificação do gestor escolar e a objetividade de suas ações; o fim do ‘apadrinhamento’ na escolha do diretor; o fim da perseguição de professores ou de má aceitação do diretor pela comunidade escolar.
Texto de Iracema.
O projeto de gestão democrática possibilita um salto qualitativo no ensino e no funcionamento das escolas da rede pública do Estado de Sergipe. Através dele, pais, alunos, professores, gestores e a sociedade civil organizada poderão definir a política de educação do Estado que será executada pelo Secretário de Educação. Entre outras vantagens, isso permite que os projetos de gestão educacional não sejam interrompidos com a alternância de políticos no poder.
A população ainda não está devidamente informada sobre as mudanças que estão prestes a acontecer, pois o projeto de gestão democrática está em vias de ser enviado para a Assembleia Legislativa e já conta com o apoio manifesto de 22 dos 24 deputados estaduais. A descentralização acontecerá através da criação e atuação de quatro organismos:
1- Congresso de Educação: É formado por pais, professores, alunos, gestores e sociedade civil. Sua função é definir a política de educação do Estado.
2- Assembleia Escolar: Professores e alunos poderão discutir todos os problemas da escola e buscar soluções concretas, decidindo onde será aplicado o recurso da escola.
3- Conselho Escolar: Formado por professores e alunos, ele irá partilhar a gestão escolar com o diretor da escola.
4- Eleição de Diretores: A comunidade escolar poderá escolher o diretor de sua escola. Todos os candidatos deverão passar por um curso de formação e apresentar um Plano de Trabalho. Depois de eleito, o diretor passará por novo curso de capacitação.
Mudar para Melhorar
O professor Roberto Silva Santos, Diretor do Departamento de Base Estadual do SINTESE, resume que os problemas vivenciados nas escolas estaduais poderão ser discutidos e resolvidos com a implantação da gestão democrática. “Os alunos e professores que trabalham e estudam na escola são as pessoas que mais conhecem os problemas e dificuldades vivenciadas. Por isso sua contribuição é fundamental. A política educacional não será mais aquela implementada em pacotes, mas a própria comunidade estará escolhendo como será seu funcionamento, é ela quem vai gerir o recurso repassado para a escola”, esclarece o professor.
O professor cita que entre outros benefícios que virão com a gestão democrática estão a qualificação do gestor escolar e a objetividade de suas ações; o fim do ‘apadrinhamento’ na escolha do diretor; o fim da perseguição de professores ou de má aceitação do diretor pela comunidade escolar.
Texto de Iracema.
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
CHACINA NO MÉXICO É RESULTADO DA POLÍTICA FACISTA DE IMIGRAÇÃO ILEGAL ESTADUNIDENSE
O assassinato de 72 pessoas no Estado mexicano de Tamaulipas em Agosto de 2010 é resultado de uma série de políticas facistas adotadas pelos Estados Unidos, com apoio do Governo Mexicano contra a imigração ilegal. A busca pelo “modo de vida estadunidense” vendido nos filmes de Hollywood leva milhares de pessoas a tentar entrar ilegalmente no país em busca da condição de vida divulgada pelo cinema. Esse sonho fascina, principalmente, pessoas das nações subdesenvolvidas onde a qualidade de vida é muito baixa resultado da desigualdade e exclusão social.
Vale ressaltar que essa situação, também, é reflexo da política de exploração econômica exercida pelas nações desenvolvidas através de suas empresas multinacionais que exploram as riquezas dos países mais pobres. A relação de subserviência é tamanha que as multinacionais exploram as riquezas, destroem o meio ambiente com a permissão dos governantes de plantão. Países como México e Brasil são exemplos desse modelo de exploração.
Como a situação de vida da população não muda, pois a riqueza produzida não é utilizada para melhorar a vida delas, muitos tentam melhorar de vida em outras nações. Os Estados Unidos são o país onde mais buscam oportunidades de vida. Pessoas de nações subdesenvolvidas tentam melhorar de vida através da imigração ilegal, pois legalmente há uma série de restrições que dificulta a livre circulação de pessoas.
Nos últimos meses o Governo de Obama adotou uma série de medidas que tem conseqüências no massacre de Tamaulipas e milhares de outros massacres que não são noticiados pelos meios de comunicações burgueses.
A partir do mês de Julho entrou em vigor leis no Arizona e Flórida prevêem prisão sumária de imigrantes, mesmo estando legal nos Estados Unidos. A polícia passa a ter “carta branca” para prende e interrogar (torturar) qualquer pessoa que entendem serem suspeitos. O imigrante ilegal que passarem a trabalhar estão cometendo crime e o comerciante também. O destino dos mais de 11 milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos está ameaçado com a adoção de leis como essas.
Também em Julho de 2010, o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama sancionou uma lei autorizando a liberação de US$ 600 milhões para reforçar a segurança na fronteira com o México. Os recursos serão destinados à contratação de mil agentes para patrulhar a fronteira e à compra de equipamentos de comunicação e vigilância que permitirão, inclusive, a realização de voos não-tripulados para verificar a região. Também serão contratados 250 agentes para atuar nos setores de imigração e alfândega.
O objetivo da lei, segundo o Presidente, é coibir o fluxo de imigrantes ilegais e o tráfico de drogas na fronteira. “Essa nova lei vai fortalecer nossa parceria com o México no combate a gangues e organizações criminosas que operam em ambos os lados de nossa fronteira comum”, disse o presidente. Em maio, em visita aos Estados Unidos, o presidente mexicano, Felipe Calderón, já havia feito um apelo para que os dois países atuassem conjuntamente no combate aos problemas na fronteira.
Em Agosto 2010, O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, anunciou o envio de 224 homens da Guarda Nacional para a fronteira do Estado com o México, com o objetivo de reforçar a segurança na região. Muitos Estados se dizem decepcionados com a atuação do governo federal em relação à imigração ilegal e à segurança na fronteira e decidiram agir por conta própria.
Os boatos de milícias independentes, com apoio dos Governos Estaduais de combate a imigração ilegal, isto é, de assassinatos de imigrantes ilegais tem crescido. A informação divulgada por militares mexicanos do assassinato de 72 imigrantes reforçam bem o que vem acontecendo na fronteira Estado Unidos-México. Nos últimos quatro anos, mais de 28 mil pessoas já morreram no México, segundo o Governo, em consequência da guerra contra o narcotráfico.
Nos últimos meses, várias valas comuns têm sido descobertas no México. Em junho, a polícia encontrou 55 corpos em uma mina abandonada próximo à cidade de Taxco, no Estado de Guerrero.
COMBATER A IMIGRAÇÃO MATANDO E PRENDENDO OS IMIGRANTES SEM COMETEREM CRIME. ESSA É A ESSÊNCIA DA POLÍTICA NEONAZISTA.
Com informações: http://www.bbc.co.uk/portuguese/
Vale ressaltar que essa situação, também, é reflexo da política de exploração econômica exercida pelas nações desenvolvidas através de suas empresas multinacionais que exploram as riquezas dos países mais pobres. A relação de subserviência é tamanha que as multinacionais exploram as riquezas, destroem o meio ambiente com a permissão dos governantes de plantão. Países como México e Brasil são exemplos desse modelo de exploração.
Como a situação de vida da população não muda, pois a riqueza produzida não é utilizada para melhorar a vida delas, muitos tentam melhorar de vida em outras nações. Os Estados Unidos são o país onde mais buscam oportunidades de vida. Pessoas de nações subdesenvolvidas tentam melhorar de vida através da imigração ilegal, pois legalmente há uma série de restrições que dificulta a livre circulação de pessoas.
Nos últimos meses o Governo de Obama adotou uma série de medidas que tem conseqüências no massacre de Tamaulipas e milhares de outros massacres que não são noticiados pelos meios de comunicações burgueses.
A partir do mês de Julho entrou em vigor leis no Arizona e Flórida prevêem prisão sumária de imigrantes, mesmo estando legal nos Estados Unidos. A polícia passa a ter “carta branca” para prende e interrogar (torturar) qualquer pessoa que entendem serem suspeitos. O imigrante ilegal que passarem a trabalhar estão cometendo crime e o comerciante também. O destino dos mais de 11 milhões de imigrantes ilegais nos Estados Unidos está ameaçado com a adoção de leis como essas.
Também em Julho de 2010, o Presidente dos Estados Unidos Barack Obama sancionou uma lei autorizando a liberação de US$ 600 milhões para reforçar a segurança na fronteira com o México. Os recursos serão destinados à contratação de mil agentes para patrulhar a fronteira e à compra de equipamentos de comunicação e vigilância que permitirão, inclusive, a realização de voos não-tripulados para verificar a região. Também serão contratados 250 agentes para atuar nos setores de imigração e alfândega.
O objetivo da lei, segundo o Presidente, é coibir o fluxo de imigrantes ilegais e o tráfico de drogas na fronteira. “Essa nova lei vai fortalecer nossa parceria com o México no combate a gangues e organizações criminosas que operam em ambos os lados de nossa fronteira comum”, disse o presidente. Em maio, em visita aos Estados Unidos, o presidente mexicano, Felipe Calderón, já havia feito um apelo para que os dois países atuassem conjuntamente no combate aos problemas na fronteira.
Em Agosto 2010, O governador da Califórnia, Arnold Schwarzenegger, anunciou o envio de 224 homens da Guarda Nacional para a fronteira do Estado com o México, com o objetivo de reforçar a segurança na região. Muitos Estados se dizem decepcionados com a atuação do governo federal em relação à imigração ilegal e à segurança na fronteira e decidiram agir por conta própria.
Os boatos de milícias independentes, com apoio dos Governos Estaduais de combate a imigração ilegal, isto é, de assassinatos de imigrantes ilegais tem crescido. A informação divulgada por militares mexicanos do assassinato de 72 imigrantes reforçam bem o que vem acontecendo na fronteira Estado Unidos-México. Nos últimos quatro anos, mais de 28 mil pessoas já morreram no México, segundo o Governo, em consequência da guerra contra o narcotráfico.
Nos últimos meses, várias valas comuns têm sido descobertas no México. Em junho, a polícia encontrou 55 corpos em uma mina abandonada próximo à cidade de Taxco, no Estado de Guerrero.
COMBATER A IMIGRAÇÃO MATANDO E PRENDENDO OS IMIGRANTES SEM COMETEREM CRIME. ESSA É A ESSÊNCIA DA POLÍTICA NEONAZISTA.
Com informações: http://www.bbc.co.uk/portuguese/
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A IMPORTÂNCIA DO VOTO
Este ano 2010 iremos eleger, através do voto direto e secreto, Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador, Governador e Presidente da República. No dia 3 de outubro estaremos indo às urnas para escolher aqueles que irão elaborar leis e conduzir os destinos do nosso Estado e do nosso país. Por isso o voto é tão importante.
Em Sergipe serão eleitos 24 Deputados Estaduais, 8 Deputados Federais e 2 Senadores. Vamos também votar em Governador e Presidente da República.
As eleições possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas. Por isso as eleições são de fundamental importância e o voto deve ser valorizado por cada um de nós. Valorizado como instrumento real de transformação de um município, estado ou nação.
Se elegermos maus governantes, pagaremos o preço por isso. Votar por dinheiro significa transformar o seu direito de votar em mercadoria e o político que é eleito comprando voto não vai respeitar a aplicação correta do dinheiro público. É bom lembrar que ao elegermos candidatos corruptos, estaremos outorgando a eles a liberdade de gerenciar os impostos que nós pagamos.
Através do voto consciente e criterioso elegeremos representantes e governantes sérios e comprometidos com as causas sociais. Nós não podemos deixar de exercer nosso direito de votar e construir um futuro melhor. Para esta construção devemos ser criteriosos, pois, existem políticos “ficha sujas” que pretendem nos enganar com falsas promessas e ofertas imediatas.
A nossa responsabilidade é muito grande ao votar. Devemos votar em políticos com o passado limpo e com propostas que visem a melhoria da qualidade de vida da coletividade. Ouvimos muito falar que todos os políticos são iguais, e isso não é verdade. Essa idéia é uma forma de nivelar todos os candidatos fazendo com que o eleitor desacredite na política e, consequentemente, no poder que tem seu voto.
Votar nulo também não é a solução. Devemos exercer nossos direitos, votando com consciência e fazendo a melhor escolha dentre as opções apresentadas. O voto tem um poder extraordinário. O voto pode construir ou destruir sonhos. O voto é também responsabilidade do eleitor. O eleitor deve procurar a história do candidato que pretende votar e saber se realmente ele merece o seu voto.
A cada eleição e mais forte a troca de voto por dinheiro. Essa eleição não é diferente! Enquanto continuarmos aceitando essa prática de fazer “política” continuaremos a percorrer um caminho sem volta. Não venda seu voto. Seja consciente para não se arrepender depois.
*Por Edmilson Balbino Santos Filho
FETAM/SE (Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Sergipe)
Em Sergipe serão eleitos 24 Deputados Estaduais, 8 Deputados Federais e 2 Senadores. Vamos também votar em Governador e Presidente da República.
As eleições possibilitam a escolha de representantes e governantes que fazem e executam leis que interferem diretamente em nossas vidas. Por isso as eleições são de fundamental importância e o voto deve ser valorizado por cada um de nós. Valorizado como instrumento real de transformação de um município, estado ou nação.
Se elegermos maus governantes, pagaremos o preço por isso. Votar por dinheiro significa transformar o seu direito de votar em mercadoria e o político que é eleito comprando voto não vai respeitar a aplicação correta do dinheiro público. É bom lembrar que ao elegermos candidatos corruptos, estaremos outorgando a eles a liberdade de gerenciar os impostos que nós pagamos.
Através do voto consciente e criterioso elegeremos representantes e governantes sérios e comprometidos com as causas sociais. Nós não podemos deixar de exercer nosso direito de votar e construir um futuro melhor. Para esta construção devemos ser criteriosos, pois, existem políticos “ficha sujas” que pretendem nos enganar com falsas promessas e ofertas imediatas.
A nossa responsabilidade é muito grande ao votar. Devemos votar em políticos com o passado limpo e com propostas que visem a melhoria da qualidade de vida da coletividade. Ouvimos muito falar que todos os políticos são iguais, e isso não é verdade. Essa idéia é uma forma de nivelar todos os candidatos fazendo com que o eleitor desacredite na política e, consequentemente, no poder que tem seu voto.
Votar nulo também não é a solução. Devemos exercer nossos direitos, votando com consciência e fazendo a melhor escolha dentre as opções apresentadas. O voto tem um poder extraordinário. O voto pode construir ou destruir sonhos. O voto é também responsabilidade do eleitor. O eleitor deve procurar a história do candidato que pretende votar e saber se realmente ele merece o seu voto.
A cada eleição e mais forte a troca de voto por dinheiro. Essa eleição não é diferente! Enquanto continuarmos aceitando essa prática de fazer “política” continuaremos a percorrer um caminho sem volta. Não venda seu voto. Seja consciente para não se arrepender depois.
*Por Edmilson Balbino Santos Filho
FETAM/SE (Federação dos Servidores Públicos Municipais do Estado de Sergipe)
terça-feira, 17 de agosto de 2010
O MST E A HISTÓRIA
Colaboradores: Roberto Malvezzi
Na luta pela terra está o futuro do MST. Vida longa a esses lutadores brasileiros
Roberto Malvezzi - 22/01/2009
Primeiro foram os índios. Resistiram à escravidão branca, ao trabalho forçado, atravessaram a história do Brasil resistindo, buscando distâncias da civilização branca que os extinguia. Hoje continuam presentes na luta por seus territórios. Nos seus territórios está seu futuro.
Depois foram os negros. Resistiram. Aquilombaram-se. Atravessaram a história nos seus cultos secretos, nos territórios criados ao longo do território brasileiro. Hoje continuam presentes na luta por seus territórios. Nos seus territórios está o seu futuro.
Depois, por volta de 1800, foram os mestiçados do Nordeste. Um padre chamado Ibiapina propôs aos deserdados da região a vida conforme as comunidades cristãs primitivas. O cristianismo primitivo era sua ideologia. Ele era cearense e se chamava Ibiapina. De suas propostas surgiu Canudos, Caldeirão, Pau-de-Colher, seja por sua influência direta, seja pela influência de seus discípulos, como Conselheiro, Pe. Cícero, Beato Severino, Zé Lourenço, Quinzeiro e muitos outros. Foram esmagados, mas continuam vivos e o Nordeste continua a região brasileira mais rural.
Por volta de 1930 surgiram as Ligas Camponesas, agora por influência da ideologia do Partido Comunista Brasileiro. Uma vez eliminadas, voltaram na década de 50 pela influência de Francisco Julião e se espalharam por todo o Nordeste. Esmagadas pelo regime militar, em seu lugar veio o sindicalismo rural brasileiro.
Na década de 80 surge o MST. Ideologia laica, mas que soube compreender e acolher os que vinham de matriz religiosa. O MST, nesse sentido, é uma síntese da história da luta camponesa no Brasil. Influenciou a formação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) e outros.
A chave histórica do MST é a "ocupação de terras". As 370 mil famílias assentadas em 7,5 milhões de hectares são uma conquista gigantesca em qualquer país do mundo. Cada ocupação vale mais que marchas, manifestações, discursos e outras formas de marcar presença na sociedade. Só ela mexe com o coração do capital. Todas as outras ganham sentido quando essa existe.
O futuro do MST depende também da sabedoria de seus dirigentes. A luta pela terra não morreu. Basta olhar para índios, quilombolas e comunidades tradicionais. É no campo que está o confronto com o grande capital em todo o mundo: alimentos, energia, biodiversidade, água, solos, territórios, enfim, todos os bens naturais estão em seu último estágio de apropriação privada. Essas vítimas históricas dos saqueadores de riquezas, territórios e do capital moderno dizem que a história continua. Na luta pela terra está o futuro do MST.
Vida longa a esses lutadores brasileiros.
Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT (Comissão Pastoral da Terra).
Fonte: Agencia Brasil de Fato
Na luta pela terra está o futuro do MST. Vida longa a esses lutadores brasileiros
Roberto Malvezzi - 22/01/2009
Primeiro foram os índios. Resistiram à escravidão branca, ao trabalho forçado, atravessaram a história do Brasil resistindo, buscando distâncias da civilização branca que os extinguia. Hoje continuam presentes na luta por seus territórios. Nos seus territórios está seu futuro.
Depois foram os negros. Resistiram. Aquilombaram-se. Atravessaram a história nos seus cultos secretos, nos territórios criados ao longo do território brasileiro. Hoje continuam presentes na luta por seus territórios. Nos seus territórios está o seu futuro.
Depois, por volta de 1800, foram os mestiçados do Nordeste. Um padre chamado Ibiapina propôs aos deserdados da região a vida conforme as comunidades cristãs primitivas. O cristianismo primitivo era sua ideologia. Ele era cearense e se chamava Ibiapina. De suas propostas surgiu Canudos, Caldeirão, Pau-de-Colher, seja por sua influência direta, seja pela influência de seus discípulos, como Conselheiro, Pe. Cícero, Beato Severino, Zé Lourenço, Quinzeiro e muitos outros. Foram esmagados, mas continuam vivos e o Nordeste continua a região brasileira mais rural.
Por volta de 1930 surgiram as Ligas Camponesas, agora por influência da ideologia do Partido Comunista Brasileiro. Uma vez eliminadas, voltaram na década de 50 pela influência de Francisco Julião e se espalharam por todo o Nordeste. Esmagadas pelo regime militar, em seu lugar veio o sindicalismo rural brasileiro.
Na década de 80 surge o MST. Ideologia laica, mas que soube compreender e acolher os que vinham de matriz religiosa. O MST, nesse sentido, é uma síntese da história da luta camponesa no Brasil. Influenciou a formação do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das Mulheres Camponesas (MMC) e outros.
A chave histórica do MST é a "ocupação de terras". As 370 mil famílias assentadas em 7,5 milhões de hectares são uma conquista gigantesca em qualquer país do mundo. Cada ocupação vale mais que marchas, manifestações, discursos e outras formas de marcar presença na sociedade. Só ela mexe com o coração do capital. Todas as outras ganham sentido quando essa existe.
O futuro do MST depende também da sabedoria de seus dirigentes. A luta pela terra não morreu. Basta olhar para índios, quilombolas e comunidades tradicionais. É no campo que está o confronto com o grande capital em todo o mundo: alimentos, energia, biodiversidade, água, solos, territórios, enfim, todos os bens naturais estão em seu último estágio de apropriação privada. Essas vítimas históricas dos saqueadores de riquezas, territórios e do capital moderno dizem que a história continua. Na luta pela terra está o futuro do MST.
Vida longa a esses lutadores brasileiros.
Roberto Malvezzi, o Gogó, é coordenador da CPT (Comissão Pastoral da Terra).
Fonte: Agencia Brasil de Fato
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
PORTARIA Nº 1.510 DO MINISTÉRIO DO TRABALHO REGULAMENTA PONTO ELETRÔNICO
No próximo dia 26 de Agosto de 2010 entra em vigor a Portaria nº 1.510 do Ministério do Trabalho e Emprego-MTE que tem objetivo de proteger os trabalhadores contra as fraudes na jornada de trabalho. A partir de 1998, quando no Governo de Fernando Henrique Cardoso foi instituído o banco de horas, vivenciamos um processo de escravização dos trabalhadores pelos patrões. Os donos do capital obrigam seus empregados a trabalharem acima de oito (08) horas diárias e pagam apenas oitos horas trabalhadas.
Como os trabalhadores não têm como comprovarem essa fraude não recebem o que, de fato, trabalharam. A lógica neoliberal de Fernando Henrique e o empresariado foram dos trabalhadores compensarem essas horas trabalhadas, a mais, em folga ou pagamento das horas extras. Entretanto, na prática, nem uma coisa nem outra acontecia. Estão cheios os exemplos de empresas que cometem esse tipo de crime. Mas a fiscalização do MTE fica ineficaz pelo fato do medo dos trabalhadores em perderem seus empregos caso denuncie os patrões. Daí a necessidade urgente da regulamentação da Convenção 158 da OIT-Organização Internacional do Trabalho que garante estabilidade no trabalho no setor privado e a demissão apenas por justa causa.
A portaria nº 1.510 tenta dificultar essas fraudes na jornada efetivamente trabalhada pelos trabalhadores. Ao entrar em vigor, toda empresa com mais de dez (10) empregados são obrigadas a instituir o ponto eletrônico onde a máquina registradora deve emitir um comprovante com os horários de entrada e saída dos empregados do emprego. Desta forma, a parte mais fraca nessa relação capitalista poderá cobrar na justiça o que de fato trabalhou caso seja fraudada sua jornada efetiva de trabalho. A máquina deve ter, também, um tipo de “caixa preta” onde o MTE poderá fiscalizar se está sendo respeitado a jornada de trabalho dos trabalhadores.
Os sindicatos patronais já anunciaram que são contra a medida pelo fato da emissão de um comprovante pela máquina registradora do ponto eletrônico agredir o meio ambiente pelo alto gasto de papel. Essa reclamação dos empresários foi rebatida pelo Procurador do Trabalho em Minas Gerais no jornal Brasil de Fato.
Segundo o procurador “a emissão do comprovante para o trabalhador é indispensável para garantir a segurança jurídica e a bilateralidade das relações de trabalho, pois impedirá uma enorme sonegação de horas extras efetuadas pelos empregadores. Os empregadores não se preocupam com o meio ambiente e nem com papel quando querem obter lucros. Vejam aquelas máquinas de cartão de crédito usadas no comércio em geral diariamente para pagamentos de contas. Elas emitem milhões de recibos de compra e venda. Agora eles não podem dizer que impressão de um pequeno comprovante de uma jornada de trabalho vai prejudicar o meio ambiente.”
A CUT elogiou a medida do Ministério do Trabalho, pois é uma reivindicação histórica da central que vem lutando há muito anos contra as fraudes na jornada de trabalho cometidas pelos patrões. Entretanto, o Ministério do Trabalho, juntamente com todo Governo Federal deve somar forças para regulamentação da convenção 158 da OIT, bem como da redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais. Medidas como essas poderão colocar o Brasil em patamares que ver o trabalhador como ser humano e não uma perca descartável pelas empresas que hoje demitem sem justa causa, colocando os pais e mães de família em situações difíceis para sustentarem suas famílias.
A portaria do Ministério do trabalho nº 1.510 poderá ser encontrada no endereço eletrônico: http://www.mte.gov.br/legislacao/portarias/2009/p_20090821_1510.pdf
Como os trabalhadores não têm como comprovarem essa fraude não recebem o que, de fato, trabalharam. A lógica neoliberal de Fernando Henrique e o empresariado foram dos trabalhadores compensarem essas horas trabalhadas, a mais, em folga ou pagamento das horas extras. Entretanto, na prática, nem uma coisa nem outra acontecia. Estão cheios os exemplos de empresas que cometem esse tipo de crime. Mas a fiscalização do MTE fica ineficaz pelo fato do medo dos trabalhadores em perderem seus empregos caso denuncie os patrões. Daí a necessidade urgente da regulamentação da Convenção 158 da OIT-Organização Internacional do Trabalho que garante estabilidade no trabalho no setor privado e a demissão apenas por justa causa.
A portaria nº 1.510 tenta dificultar essas fraudes na jornada efetivamente trabalhada pelos trabalhadores. Ao entrar em vigor, toda empresa com mais de dez (10) empregados são obrigadas a instituir o ponto eletrônico onde a máquina registradora deve emitir um comprovante com os horários de entrada e saída dos empregados do emprego. Desta forma, a parte mais fraca nessa relação capitalista poderá cobrar na justiça o que de fato trabalhou caso seja fraudada sua jornada efetiva de trabalho. A máquina deve ter, também, um tipo de “caixa preta” onde o MTE poderá fiscalizar se está sendo respeitado a jornada de trabalho dos trabalhadores.
Os sindicatos patronais já anunciaram que são contra a medida pelo fato da emissão de um comprovante pela máquina registradora do ponto eletrônico agredir o meio ambiente pelo alto gasto de papel. Essa reclamação dos empresários foi rebatida pelo Procurador do Trabalho em Minas Gerais no jornal Brasil de Fato.
Segundo o procurador “a emissão do comprovante para o trabalhador é indispensável para garantir a segurança jurídica e a bilateralidade das relações de trabalho, pois impedirá uma enorme sonegação de horas extras efetuadas pelos empregadores. Os empregadores não se preocupam com o meio ambiente e nem com papel quando querem obter lucros. Vejam aquelas máquinas de cartão de crédito usadas no comércio em geral diariamente para pagamentos de contas. Elas emitem milhões de recibos de compra e venda. Agora eles não podem dizer que impressão de um pequeno comprovante de uma jornada de trabalho vai prejudicar o meio ambiente.”
A CUT elogiou a medida do Ministério do Trabalho, pois é uma reivindicação histórica da central que vem lutando há muito anos contra as fraudes na jornada de trabalho cometidas pelos patrões. Entretanto, o Ministério do Trabalho, juntamente com todo Governo Federal deve somar forças para regulamentação da convenção 158 da OIT, bem como da redução da jornada de trabalho de 44h para 40h semanais. Medidas como essas poderão colocar o Brasil em patamares que ver o trabalhador como ser humano e não uma perca descartável pelas empresas que hoje demitem sem justa causa, colocando os pais e mães de família em situações difíceis para sustentarem suas famílias.
A portaria do Ministério do trabalho nº 1.510 poderá ser encontrada no endereço eletrônico: http://www.mte.gov.br/legislacao/portarias/2009/p_20090821_1510.pdf
terça-feira, 3 de agosto de 2010
CAOS NA CIDADE É CAUSADO PELA FALTA DE REFORMA AGRÁRIA, CONCLUI ESTUDO DO IPEA
O Comunicado nº 42 do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), intitulado “PNAD 2008: setor rural”, avalia que muitos problemas presentes nas cidades têm raízes na “não realização de uma reforma agrária, isto é, de uma verdadeira política pública de distribuição de patrimônio”.
O documento rebate as teorias que colocam a Reforma Agrária em segundo plano. Sustenta que as 30 milhões de pessoas que vivem no meio rural formariam o quadragésimo país mais populoso do mundo, e o terceiro da América do Sul, atrás de Brasil e Argentina.
“O discurso que afirma a inexistência de demanda social por reforma agrária é o mesmo que apóia a criminalização de movimentos sociais de luta pela terra através dos quais essa demanda se torna mais explícita”, afirma.
É condição imprescindível à formatação das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento rural o aprimoramento constante das informações relativas aos modos de vida e produção da população do campo.
Os dados relativos à população rural na PNAD – a constatação da baixa escolaridade, das precárias condições de moradia, dos reduzidos níveis de renda e remuneração do trabalho das famílias residentes no campo – oferecem uma ilustração ao que talvez tenha sido a principal
questão social revelada pelo Censo: a persistência de uma estrutura fundiária
fortemente concentradora.
Entre os anos de 1930 e 1980, o processo brasileiro de industrialização promoveu uma completa inversão de proporções entre a população do campo e a população da cidade.
A dinâmica da modernização econômica, que engendrou a acelerada urbanização do País, teve, nas áreas rurais, um caráter conservador: transformou a base técnica da produção, obrigando a mão de obra a migrar para as cidades, sem contudo alterar o padrão fundiário dominante.
Hoje vivem, no meio rural, cerca de 30 milhões de brasileiros. Esse número corresponde a pouco mais de 16% de toda a população do País.
A diferença em relação ao tamanho da população das cidades, amplamente majoritária, tem por vezes suscitado a opinião de que a questão agrária perdeu muito de sua importância, e que a questão social se transferiu, junto com os milhões de trabalhadores migrantes, para a cidade.
Trata-se, pois, de um numeroso contingente, e as dificuldades a que essa população está sujeita produzem, do ponto de vista social, grandes impactos.
O argumento segundo o qual a questão urbana prevalece hoje sobre a questão agrária não leva em consideração que muitos problemas presentes nas cidades – a pressão demográfica, o processo caótico de urbanização das periferias etc. – se explicam, ao menos em parte, pela não realização de uma reforma agrária, isto é, de uma verdadeira política pública de distribuição de patrimônio.
O discurso que afirma a inexistência de demanda social por reforma agrária é o mesmo que apóia a criminalização de movimentos sociais de luta pela terra através dos quais essa demanda se torna mais explícita.
O documento rebate as teorias que colocam a Reforma Agrária em segundo plano. Sustenta que as 30 milhões de pessoas que vivem no meio rural formariam o quadragésimo país mais populoso do mundo, e o terceiro da América do Sul, atrás de Brasil e Argentina.
“O discurso que afirma a inexistência de demanda social por reforma agrária é o mesmo que apóia a criminalização de movimentos sociais de luta pela terra através dos quais essa demanda se torna mais explícita”, afirma.
É condição imprescindível à formatação das políticas públicas voltadas para o desenvolvimento rural o aprimoramento constante das informações relativas aos modos de vida e produção da população do campo.
Os dados relativos à população rural na PNAD – a constatação da baixa escolaridade, das precárias condições de moradia, dos reduzidos níveis de renda e remuneração do trabalho das famílias residentes no campo – oferecem uma ilustração ao que talvez tenha sido a principal
questão social revelada pelo Censo: a persistência de uma estrutura fundiária
fortemente concentradora.
Entre os anos de 1930 e 1980, o processo brasileiro de industrialização promoveu uma completa inversão de proporções entre a população do campo e a população da cidade.
A dinâmica da modernização econômica, que engendrou a acelerada urbanização do País, teve, nas áreas rurais, um caráter conservador: transformou a base técnica da produção, obrigando a mão de obra a migrar para as cidades, sem contudo alterar o padrão fundiário dominante.
Hoje vivem, no meio rural, cerca de 30 milhões de brasileiros. Esse número corresponde a pouco mais de 16% de toda a população do País.
A diferença em relação ao tamanho da população das cidades, amplamente majoritária, tem por vezes suscitado a opinião de que a questão agrária perdeu muito de sua importância, e que a questão social se transferiu, junto com os milhões de trabalhadores migrantes, para a cidade.
Trata-se, pois, de um numeroso contingente, e as dificuldades a que essa população está sujeita produzem, do ponto de vista social, grandes impactos.
O argumento segundo o qual a questão urbana prevalece hoje sobre a questão agrária não leva em consideração que muitos problemas presentes nas cidades – a pressão demográfica, o processo caótico de urbanização das periferias etc. – se explicam, ao menos em parte, pela não realização de uma reforma agrária, isto é, de uma verdadeira política pública de distribuição de patrimônio.
O discurso que afirma a inexistência de demanda social por reforma agrária é o mesmo que apóia a criminalização de movimentos sociais de luta pela terra através dos quais essa demanda se torna mais explícita.
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