Emir Sader
Aos dez anos de Seattle e do primeiro Fórum Social Mundial, o balanço que é preciso fazer é da luta pelo “outro mundo possível”. Um balanço do FSM deve ser não o balanço dos Fóruns, mas dos objetivos a que se propôs, quando começamos a organizá-los, há uma década. A avaliação do FSM ter que ser feita em função das suas contribuições à construção de alternativas ao neoliberalismo. A análise é de Emir Sader.
Aos dez anos de Seattle e do primeiro Fórum Social Mundial, o balanço que é preciso fazer é da luta pelo “outro mundo possível”. Um balanço do FSM deve ser não o balanço dos Fóruns, mas dos objetivos a que se propôs, quando começamos a organizá-los, há uma década.
Uma outra ótica seria vítima do corporativismo, da crença que a evolução interna de uma organização é a história política dessa organização. A história e o balanço de um partido político deve ser o balanço dos objetivos a que esse partido se propõe. Um balanço do FSM não é um balanço da situação das ONGs ou dos movimentos sociais. Ao contrário, estes devem ser avaliados em função da contribuição que tenham feito à construção do “outro mundo possível”.
Por isso, a referência a estabelecer como parâmetro de avaliação é a situação de criação do “outro mundo possivel”. Há uma década o neoliberalismo ainda reinava soberanamente como modelo hegemônico, seja em escala mundial, seja na América Latina. Na sucessão da primeira geração de mandatários que o personificavam – Reagan, Thatcher -, para a segunda – Clinton, Blair – se ampliava o consenso da extrema direita para forças originariamente alternativas a ela: os democratas norteamericanos, os trabalhistas ingleses. Enquanto que no continente, ao extremismo de direita de Pinochet se somavam formas nacionalistas – como o peronismo de Menem e os governos do PRI mexicano -, assim como social democratas, como os socialistas chilenos, AD da Venezuela, os tucanos brasileiros.
Nossas sociedades foram profunda e extensamente transformadas conforme esse receituário, os Estado nacionais enfraquecidos, os patrimônios públicos privatizados, os direitos sociais recortados, o capital especulativo incentivado, resultando no aumento brutal da desigualdades, da concentração de renda, da exclusão dos direitos à massa da população, do empobrecimento generalizado das sociedades e dos Estados.
Passados dez anos, o mundo continua sob hegemonia conservadora, mesmo se debilitado na sua legitimidade, o modelo neoliberal segue hegemônico. A diferença substancial vem da América Latina, onde um conjunto de governos, mesmo se diferenciados entre si, passaram a colocar em prática políticas contrapostas ao modelo neoliberal, depois de ter sido a região privilegiada de dominação neoliberal, com a maior quantidade e as modalidades mais radicais de governos neoliberais.
A região apresenta hoje os mais importantes processos de integração regional em contraposição aos Tratados de Livre Comércio propostos pelo neoliberalismo. O grande projeto norteamericano, que buscava estender a livre comércio a todo o continente, a Alca, foi derrotado e, no seu espaço, se fortaleceu o Mercosul, se desenvolveram o Banco do Sul, Unasul, o Conselho Sulamericano de Defesa, a Alba – entre outras iniciativas. São espaços alternativos, em que se desenvolvem, em distintos níveis, formas de intercambio privilegiado entre os países da região, acompanhadas da diversificação do comércio internacional dos países que participam dela.
Ao mesmo tempo, em alternativa ao privilégio dos ajustes fiscais, se desenvolveram políticas sociais que melhoraram significativamente o nível de vida e diminuíram os graus de desigualdade no continente de maior desigualdade no mundo. Os mercados internos de consumo popular se ampliam e se aprofundam.
A combinação desses três elementos – diversificação do comércio internacional, com diminuição do peso do centro do capitalista e aumento importante do peso dos intercâmbios do Sul do mundo; intensificação substantiva do comércio entre os países da região; expansão, inclusive durante a crise, do mercado interno de consumo popular – fez com que os países incorporados aos processos de integração regional, resistiram muito melhor aos duros efeitos da crise e vários deles voltaram a crescer.
Por outro lado, projetos como os de alfabetização – que fizeram com que a Venezuela, a Bolívia e o Equador tenham se somado a Cuba, como os territórios livres de analfabetismo nas Américas -, de formação de várias gerações de médicos pobres no continente, pelas Escolas Latinoamericanas de Medicina, em Cuba e na Venezuela - de recuperação da visão de mais de 2 milhões de pessoas, na Operação Milagre – demonstram como a recuperação de direitos essenciais tem que se fazer na esfera pública e não na mercantil.
Os intercâmbios solidários dentro da Alba são exemplos concretos do “comércio justo”, pregado pelo FSM desde seus inícios, em espaços com critérios das possibilidades e das necessidades de cada país, em contraposição clara às normas do mercado, do livre comércio e da OMC.
Sem ir mais longe, a avaliação do FSM ter que ser feita em função das suas contribuições à construção de alternativas ao neoliberalismo, do “outro mundo possível”. Sem uma compreensão concreta da força e da abrangência da hegemonia neoliberal, assim como das condições inéditas concretas em que se constroem alternativas, o debate passaria longe da realidade concreta de luta contra o neoliberalismo.
É também indispensável compreender que esse movimento passou da fase de resistência, predominante na ultima década do século passado, e a fase de construção de alternativas. A visão da “autonomia dos movimentos sociais” teve vigência na primeira etapa, porém quando pretenderam estendê-la para a década seguinte, cometeram equívocos fundamentais. O movimento mais significativo – e que, não por acaso, se dá no processo mais importante de construção de alternativas atualmente, o de Bolívia – foi o da fundação do MAS pelos movimentos sociais bolivianos, a partir da consciência de que, depois de derrubar vários presidentes, sucessivamente, constituíram um partido, disputaram as eleições e elegeram a Evo Morales presidente do país. Retomaram laços com a esfera política, de outra forma, convocando a Assembléia Constituinte e passando à refundação do Estado boliviano.
Outros movimentos, que mantiveram a visão equivocada e corporativa da “autonomia” ou se isolaram ou praticamente desapareceram da cena política. Essa “autonomia”, se fosse – como ocorria anteriormente – em relação a políticas de subordinação de classes, tinha um sentido. Mas se se trata de autonomia em relação à política, ao Estado, à luta por uma nova hegemonia, é um conceito corporativo, adaptado às condições de resistência, mas completamente equivocado quando se trata de construir condições de construção de hegemonias alternativas.
No FSM de Belém foi possível constatar, com a presença de cinco presidentes latinoamericanos comprometidos, de formas distintas, com a construção de alternativas ao neoliberalismo, quanto avançou e tem reconhecimento da luta iniciada há 10 anos. Já o FSM decepcionou. Não foram elaboradas propostas de enfrentamento da crise econômica. Não se fizeram balanços e discussões com esses e outros governos, junto aos movimentos sociais, para discutir as contribuições que tenham e os problemas pendentes.
Em suma, ao ter ainda ONGs como protagonistas centrais, ao auto-limitar-se à esfera social, ao fechar os olhos para os governos que estão avançando em projetos de superação do neoliberalismo, ao não encarar o tema das guerras – e, com elas, do imperialismo -, o FSM foi perdendo transcendência, tornando-se um encontro para intercâmbio de experiências – concepção pregada pelas ONGs, que o tornam intranscendente.
O balanço, pelo menos na América Latina, da luta por um “outro mundo possível”, é muito positivo, ainda mais se considerarmos o entorno conservador predominante no mundo. Já o FSM, ficou girando em falso, sem capacidade de acompanhar esses avanços e os temas da hegemonia imperial no mundo, entre eles o dos epicentros de guerra imperial no mundo – Iraque, Afeganistão, Palestina, Colômbia.
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quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
TABELA DO PISO DE R$ 1.024,96
O Governador Marcelo Déda Anunciou hoje, dia 26 de Janeiro o pagamento do piso salarial do magistério de R$ 1.024,96 e publicou tabela de vencimentos. Vale salientar que o Piso em Sergipe é vencimento, incidindo todas as vantagens da Carreira: Regência de 40%, Triênio de 5% a 40% a depender do tempo de serviço, Adicional de Terço aos 25 anos de 33,33% e Titulação que é fixa reajustável.
TABELA PUBLICADA NO SITE DO GOVERNO DO ESTADO ESTÁ NO ENDEREÇO ELETRÔNICO:
http://www.agencia.se.gov.br/noticiasimagens/201001/26/17815/TABELASMAGISTRIO.
pdf
TABELA PUBLICADA NO SITE DO GOVERNO DO ESTADO ESTÁ NO ENDEREÇO ELETRÔNICO:
http://www.agencia.se.gov.br/noticiasimagens/201001/26/17815/TABELASMAGISTRIO.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
O PAPEL DA ESQUERDA NA CONSTRUÇÃO DO SOCIALISMO DO SÉCULO XXI
Fortalece em todo mundo o discurso na busca de alternativas a mais uma crise do capitalismo. Essa crise é emblemática, uma vez que atinge os países ditos desenvolvidos que sempre promoveram uma Divisão Internacional do Trabalho de forma desigual e injusta. E, na medida que, estão atolados em dificuldades financeiras, de produção e comercialização, abrindo espaço para que os países, considerados Emergentes e Subdesenvolvidos possam buscar, de forma unilateral, alternativas ao modelo capitalista.
Nessa hora, é necessário desfazer o discurso da direita de liberdade real que as pessoas desfrutam nos regimes socialistas em relação a liberdade formal garantida nas constituições burguesas dos países capitalistas. Faz necessário, portanto, estabelecer para sociedade a possibilidade de vida justa, igualitária, solidária, fraterna, respeitosa, ou seja, de valorização do ser humano e não do lucro.
O homem é um animal político que quer participar das decisões que afetam a sua vida na sociedade. O modelo socialista, portanto, precisa dá respostas concretas à questão da liberdade e da participação. Caso contrário, dificilmente será possível avançar na busca da justiça social e da efetiva participação popular. Esse exercício da construção do socialismo precisa ser mais exercitado pelos gestores públicos formados na esquerda. No Brasil, muitos deles se afastaram do sonho socialista para serem agentes de uma nova alternativa do capitalismo pós-crise “humanizado”.
O capitalismo mostra seus limites e precisará encontrar outra alternativa de continuar a exploração, a concentração de renda e a miséria no mundo. Essa crise atual poderá ser um processo de instabilidade das economias capitalistas e será preciso esse modelo atual ser repensado. Os problemas do mundo unipolar têm seu reflexo na excessiva concentração de renda, no aumento da miséria, na devastação da natureza e nas guerras e o mundo clama por mudança.
Na América Latina, o processo de superação do capitalismo para o socialismo tem intensificado-se nos últimos anos. Essa situação foi resultado da implementação, nas décadas de 80 e 90, de laboratório avançado do neoliberalismo. Na região, países como México, Brasil e Argentina aderiram ao modelo neoliberal e a provocar, portanto, forte reação popular contrária as políticas neoliberais, favorecendo a busca de soluções socialistas, a partir da conjuntura política de cada país.
Diante da reação popular, a América Latina, atualmente, é a região do mundo com projetos de integração relativamente independentes dos Estados Unidos, condição necessária, mas não suficiente, para a ruptura com o modelo neoliberal. A crise do capitalismo fez com que os países latino-americanos reagiram de diversas formas, de acordo com sua capacidade de reconstruir as forças para uma disputa de poder. Exemplo desse processo são: Bolívia e Equador que são exemplos de levante popular com saída eleitoral que permitiu refundar o Estado, fato parecido foi a Venezuela a partir de reação popular contra um golpe de Estado promovido pela elites locais, com apoio da CIA. Um fenômeno diferente do ocorrido no México, Chile, Argentina e Brasil, onde o neoliberalismo fincou raízes e romper com a cultura da exploração através da organização popular ganha maior dificuldade.
Entretanto, a alternativa que os países latino-americanos têm buscado de distanciamento da intervenção estadunidense na região é a integração independente proposta através da ALBA (Alternativa Bolivariana para os Países Americanos), impulsionada pela Venezuela. A ALBA significa um processo de democratização da economia onde a vida esteja em primeiro lugar, através do processo de geração de emprego e renda, conjugado com forte investimento em educação, saúde, habitação e saneamento básico. Esse processo deve ser a bandeira de luta contra-hegemônica de superação da exclusão social e de construção do socialismo.
Outras propostas são a construção do Banco do Sul, de uma moeda única e de um Banco Central Único aponta para a direção de superação da dependência dos países da América Latina. Sendo assim, a busca pelo socialismo deve ser um processo contínuo de enfrentamento a cultura capitalista do individualismo, da falta de amor ao próximo, da exclusão social e da concentração de riquezas. Mas, ao mesmo tempo, deve discutir que tipo de Estado queremos, propondo um Estado que não esteja dominado pela financeirização do capital especulativo que extingue o emprego e destrói a economia. Deverá ser preciso definir, também, que tipo de cultura, que identidade e diversidade cultural devemos ter. Dizer que tipos de espaços alternativos devemos criar por fora da cultura do consumo unipolar estadunidense. Esse processo implica não somente integração econômica e social, mas também tecnológica, cultural, educacional, midiática e de estruturas políticas
Para o Sociólogo Emir Sader, “Ainda que não deixe de reconhecer a distância existente entre o sistema capitalista atual e um modelo que possa substituí-lo. Existe um abismo entre o esgotamento do modelo atual e a aparição de outro ou outros. O panorama é contraditório. Mas o mundo novo é um modelo ainda não elaborado”.
Entretanto, a construção do socialismo na conjuntura atual deve enfrentar duas questões fundamentais: a esquerda não deve ter medo de discutir as experiências socialistas sem temer as críticas desonestas dos seus adversários, pois a história hoje conhecida do chamado socialismo real de Estado ajudou a confundir as opiniões e facilitou o trabalho das direitas; a segunda questão é a esquerda criar organizações socialistas: partidos, sindicatos e movimentos populares que desenvolvam no seu interior a cultura da democracia com ética e sem limitação de liberdade.
Organizações sociais que funcionem dessa maneira, com vista à construção do socialismo do século XXI, encontrarão condições favoráveis para assegurar plena liberdade das pessoas na ordem socialista, seja qual for o contexto político do momento da ruptura do regime burguês. Os socialistas não encontram dificuldades para criticar o capitalismo, por mais drásticas que sejam, as críticas são bem recebidas pelas platéias populares e estudantis. O problema surge quando alguém pergunta: que solução tem o socialismo para o problema da liberdade? Ou seja, Como dá voz e poder ao povo?
Não dá para pensar na construção do socialismo, mantendo o povo distante das decisões de implementação das políticas públicas. Uma coisa é as pessoas reclamarem em programas de rádio da atuação do administrador no seu bairro, ou do chefe da seção da fábrica; outra, muito diferente, é reunir pessoas na praça pública para protestar contra as políticas públicas do governo, ou decidir como deve ser a atuação do governante, ou ainda escrever no jornal contra as políticas públicas que afligem a população. Mas este é o tipo de liberdade que todos querem e que as várias experiências de concretização da proposta socialista não estão conseguindo oferecer.
Dá voz ao povo através de uma imprensa de esquerda, bem como, dá poder de decidir as ações dos governos de esquerda é fundamental durante a longa fase de reconstrução da proposta socialista. Essas ações valem mais do que cem discursos para convencer as pessoas de que só no socialismo se pode falar verdadeiramente em liberdade, porque só o socialismo satisfaz a condição da igualdade. Assim, a tal liberdade formal da ordem burguesa capitalista não passará de mera ficção.
A mudança do pensamento econômico na construção do socialismo deverá elevar o nível de identidade nacional do povo em relação aos países, ditos desenvolvidos. Essa identidade nacional é importante instrumento de ruptura a ordem capitalista. A esquerda deve desmascarar as direitas que tentam postarem para sociedade com única solução verdadeira. É preciso, portanto criar meios de comunicações próprios que possa combater, permanentemente, a grande mídia que tem posições conservadoras de combate ao pensamento comunista e divulgar a idéia da impossibilidade de criação de sociedades justas e igualitárias.
É preciso, portanto, conquistar corações e mentes das pessoas. Entretanto, isso somente será possível com participação popular nos espaços deliberativos de Governos de esquerda. E através de informação de qualidade para acender a luz no interior de cada pessoa de que um outro mundo é possível.
Nessa hora, é necessário desfazer o discurso da direita de liberdade real que as pessoas desfrutam nos regimes socialistas em relação a liberdade formal garantida nas constituições burguesas dos países capitalistas. Faz necessário, portanto, estabelecer para sociedade a possibilidade de vida justa, igualitária, solidária, fraterna, respeitosa, ou seja, de valorização do ser humano e não do lucro.
O homem é um animal político que quer participar das decisões que afetam a sua vida na sociedade. O modelo socialista, portanto, precisa dá respostas concretas à questão da liberdade e da participação. Caso contrário, dificilmente será possível avançar na busca da justiça social e da efetiva participação popular. Esse exercício da construção do socialismo precisa ser mais exercitado pelos gestores públicos formados na esquerda. No Brasil, muitos deles se afastaram do sonho socialista para serem agentes de uma nova alternativa do capitalismo pós-crise “humanizado”.
O capitalismo mostra seus limites e precisará encontrar outra alternativa de continuar a exploração, a concentração de renda e a miséria no mundo. Essa crise atual poderá ser um processo de instabilidade das economias capitalistas e será preciso esse modelo atual ser repensado. Os problemas do mundo unipolar têm seu reflexo na excessiva concentração de renda, no aumento da miséria, na devastação da natureza e nas guerras e o mundo clama por mudança.
Na América Latina, o processo de superação do capitalismo para o socialismo tem intensificado-se nos últimos anos. Essa situação foi resultado da implementação, nas décadas de 80 e 90, de laboratório avançado do neoliberalismo. Na região, países como México, Brasil e Argentina aderiram ao modelo neoliberal e a provocar, portanto, forte reação popular contrária as políticas neoliberais, favorecendo a busca de soluções socialistas, a partir da conjuntura política de cada país.
Diante da reação popular, a América Latina, atualmente, é a região do mundo com projetos de integração relativamente independentes dos Estados Unidos, condição necessária, mas não suficiente, para a ruptura com o modelo neoliberal. A crise do capitalismo fez com que os países latino-americanos reagiram de diversas formas, de acordo com sua capacidade de reconstruir as forças para uma disputa de poder. Exemplo desse processo são: Bolívia e Equador que são exemplos de levante popular com saída eleitoral que permitiu refundar o Estado, fato parecido foi a Venezuela a partir de reação popular contra um golpe de Estado promovido pela elites locais, com apoio da CIA. Um fenômeno diferente do ocorrido no México, Chile, Argentina e Brasil, onde o neoliberalismo fincou raízes e romper com a cultura da exploração através da organização popular ganha maior dificuldade.
Entretanto, a alternativa que os países latino-americanos têm buscado de distanciamento da intervenção estadunidense na região é a integração independente proposta através da ALBA (Alternativa Bolivariana para os Países Americanos), impulsionada pela Venezuela. A ALBA significa um processo de democratização da economia onde a vida esteja em primeiro lugar, através do processo de geração de emprego e renda, conjugado com forte investimento em educação, saúde, habitação e saneamento básico. Esse processo deve ser a bandeira de luta contra-hegemônica de superação da exclusão social e de construção do socialismo.
Outras propostas são a construção do Banco do Sul, de uma moeda única e de um Banco Central Único aponta para a direção de superação da dependência dos países da América Latina. Sendo assim, a busca pelo socialismo deve ser um processo contínuo de enfrentamento a cultura capitalista do individualismo, da falta de amor ao próximo, da exclusão social e da concentração de riquezas. Mas, ao mesmo tempo, deve discutir que tipo de Estado queremos, propondo um Estado que não esteja dominado pela financeirização do capital especulativo que extingue o emprego e destrói a economia. Deverá ser preciso definir, também, que tipo de cultura, que identidade e diversidade cultural devemos ter. Dizer que tipos de espaços alternativos devemos criar por fora da cultura do consumo unipolar estadunidense. Esse processo implica não somente integração econômica e social, mas também tecnológica, cultural, educacional, midiática e de estruturas políticas
Para o Sociólogo Emir Sader, “Ainda que não deixe de reconhecer a distância existente entre o sistema capitalista atual e um modelo que possa substituí-lo. Existe um abismo entre o esgotamento do modelo atual e a aparição de outro ou outros. O panorama é contraditório. Mas o mundo novo é um modelo ainda não elaborado”.
Entretanto, a construção do socialismo na conjuntura atual deve enfrentar duas questões fundamentais: a esquerda não deve ter medo de discutir as experiências socialistas sem temer as críticas desonestas dos seus adversários, pois a história hoje conhecida do chamado socialismo real de Estado ajudou a confundir as opiniões e facilitou o trabalho das direitas; a segunda questão é a esquerda criar organizações socialistas: partidos, sindicatos e movimentos populares que desenvolvam no seu interior a cultura da democracia com ética e sem limitação de liberdade.
Organizações sociais que funcionem dessa maneira, com vista à construção do socialismo do século XXI, encontrarão condições favoráveis para assegurar plena liberdade das pessoas na ordem socialista, seja qual for o contexto político do momento da ruptura do regime burguês. Os socialistas não encontram dificuldades para criticar o capitalismo, por mais drásticas que sejam, as críticas são bem recebidas pelas platéias populares e estudantis. O problema surge quando alguém pergunta: que solução tem o socialismo para o problema da liberdade? Ou seja, Como dá voz e poder ao povo?
Não dá para pensar na construção do socialismo, mantendo o povo distante das decisões de implementação das políticas públicas. Uma coisa é as pessoas reclamarem em programas de rádio da atuação do administrador no seu bairro, ou do chefe da seção da fábrica; outra, muito diferente, é reunir pessoas na praça pública para protestar contra as políticas públicas do governo, ou decidir como deve ser a atuação do governante, ou ainda escrever no jornal contra as políticas públicas que afligem a população. Mas este é o tipo de liberdade que todos querem e que as várias experiências de concretização da proposta socialista não estão conseguindo oferecer.
Dá voz ao povo através de uma imprensa de esquerda, bem como, dá poder de decidir as ações dos governos de esquerda é fundamental durante a longa fase de reconstrução da proposta socialista. Essas ações valem mais do que cem discursos para convencer as pessoas de que só no socialismo se pode falar verdadeiramente em liberdade, porque só o socialismo satisfaz a condição da igualdade. Assim, a tal liberdade formal da ordem burguesa capitalista não passará de mera ficção.
A mudança do pensamento econômico na construção do socialismo deverá elevar o nível de identidade nacional do povo em relação aos países, ditos desenvolvidos. Essa identidade nacional é importante instrumento de ruptura a ordem capitalista. A esquerda deve desmascarar as direitas que tentam postarem para sociedade com única solução verdadeira. É preciso, portanto criar meios de comunicações próprios que possa combater, permanentemente, a grande mídia que tem posições conservadoras de combate ao pensamento comunista e divulgar a idéia da impossibilidade de criação de sociedades justas e igualitárias.
É preciso, portanto, conquistar corações e mentes das pessoas. Entretanto, isso somente será possível com participação popular nos espaços deliberativos de Governos de esquerda. E através de informação de qualidade para acender a luz no interior de cada pessoa de que um outro mundo é possível.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
SEED NEGA MATRÍCULA E PERDE MILHÕES POR ISSO
A política de reordenamento da rede posto em prática pela Secretaria de Estado da Educação –SEED desde do Governo Albano Franco, passando pelo Governo João Alves e tendo continuidade no Governo Déda tem provocado uma série de conseqüência negativa para alunos e professores. Essa política é a negação da escola pública, pois visa apenas o fechamento de turno e, até de Unidades de Ensino.
Com discurso de que o reordenamento é uma política necessária para garantir melhor “qualidade do ensino”, a Secretaria de Educação quer, de fato, não ter responsabilidade com o Ensino fundamental e assumir apenas o Ensino Médio. Essa atitude é reprovável, pois, segundo o Art. 206 da Constituição Federal é responsabilidade de Estados e Municípios o Ensino Fundamental. Mais a realidade que vemos no Estado de Sergipe é uma política deliberada para negar matrícula aos alunos dessas modalidade de ensino, principalmente para as séries iniciais.
Para que essa política efetive-se, a SEED faz de tudo, transforma escolas que atende das primeiras séries do Ensino Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio em apenas escolas de Ensino Médio, obrigando os pais a matricularem seus filhos nas escolas municipais e até chega a negar matrícula. Mas mesmo com essa tentativa em priorizar o Ensino Médio as escolas são um desastre, todo dinheiro é para os “caducos Centros Experimentais” que se caracterizam pelo processo de privatização do Ensino Público através do controle das ações pedagógicas e administrativas das escolas sendo exercidas pela iniciativa privada.
O episódio mais recentes desse desastre administrativa da SEED está sendo a tentativa, no início do ano letivo de 2010, de fechamento do turno noturno de várias escolas e a negação de matrícula aos alunos que procuram as escolas estaduais. É o Estado deixando de exercer seu dever constitucional de garantir educação para todos, um verdadeiro contracenso, pois o principal slogan do Governo Déda é “Governo de Todos”.
Essa política irresponsável tem conseqüências financeiras para a Secretaria da Educação, como, atualmente, a política de financiamento da educação é vinculada ao custo-aluno, a perda de matrícula resulta em perda de receita. Em 10 anos, essa política de reordenamento resultou numa perda da Secretaria de Educação de 100 mil matrícula para as redes municipais ou estão fora da escola. Toda essa grana que o Estado iria receber está sendo repassada para os municípios em função da ineficiência dos gestores estaduais.
A perda de matrícula tem conseqüências para toda rede, pois dificulta a valorização dos professores e servidores, dificulta a reforma e manutenção das escolas, dificulta a política de formação continuada dos professores e servidores administrativos, ou seja, é um verdadeiro prejuízo para alunos, servidores e professores.
Entretanto, mesmo sem a Secretaria de Educação querer, temos vivenciado situações muito bonita de mobilizações dos professores para impedir o fechamento das unidades de ensino. Esses educadores estão fazendo, sem nenhum apoio da SEED, chamada pública. É uma disputa muito bonita, os gestores dizendo que a escola vai fechar e os professores indo na comunidade orientando os alunos a matricularem-se a força. A manutenção das escolas funcionando depende, hoje, mais dos professores do que da Secretaria de Educação, pois esses educadores estão preocupados, também, em manter seus locais de trabalho.
Resultado dessa política de negação de matrícula, dos 25% dos impostos estaduais que são transferidos da Secretaria da Fazenda para a Secretaria de Educação há perda de receita para as redes municipais em todos os anos: em 2007 a perda do FUNDEB foi R$ 200.988,019.72; em 2008, a Secretaria de Educação perdeu do fundo para os municípios R$ 234.391.646,28; Em 2009, até o mês de Agosto a perda já tinha chegado a R$ 155.960.375,04. Esses dados estão disponíveis no site da Secretaria da Fazenda e todos podem consultá-los: http://www.sefaz.se.gov.br/internet/index.jsp?url=financas/financasPublicas.html
Podemos deduzir que ao findar a prestação de contas do ano 2009, a SEED perderá muito mais do que perdeu nos dois últimos anos. Um verdadeiro escândalo que vem sendo feito pelos gestores da pasta da educação. Em vez de estimular a matrícula para aumentar a arrecadação, estimula o fechamento de escolas que resulta e redução da receita. Vai entender!
Com discurso de que o reordenamento é uma política necessária para garantir melhor “qualidade do ensino”, a Secretaria de Educação quer, de fato, não ter responsabilidade com o Ensino fundamental e assumir apenas o Ensino Médio. Essa atitude é reprovável, pois, segundo o Art. 206 da Constituição Federal é responsabilidade de Estados e Municípios o Ensino Fundamental. Mais a realidade que vemos no Estado de Sergipe é uma política deliberada para negar matrícula aos alunos dessas modalidade de ensino, principalmente para as séries iniciais.
Para que essa política efetive-se, a SEED faz de tudo, transforma escolas que atende das primeiras séries do Ensino Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio em apenas escolas de Ensino Médio, obrigando os pais a matricularem seus filhos nas escolas municipais e até chega a negar matrícula. Mas mesmo com essa tentativa em priorizar o Ensino Médio as escolas são um desastre, todo dinheiro é para os “caducos Centros Experimentais” que se caracterizam pelo processo de privatização do Ensino Público através do controle das ações pedagógicas e administrativas das escolas sendo exercidas pela iniciativa privada.
O episódio mais recentes desse desastre administrativa da SEED está sendo a tentativa, no início do ano letivo de 2010, de fechamento do turno noturno de várias escolas e a negação de matrícula aos alunos que procuram as escolas estaduais. É o Estado deixando de exercer seu dever constitucional de garantir educação para todos, um verdadeiro contracenso, pois o principal slogan do Governo Déda é “Governo de Todos”.
Essa política irresponsável tem conseqüências financeiras para a Secretaria da Educação, como, atualmente, a política de financiamento da educação é vinculada ao custo-aluno, a perda de matrícula resulta em perda de receita. Em 10 anos, essa política de reordenamento resultou numa perda da Secretaria de Educação de 100 mil matrícula para as redes municipais ou estão fora da escola. Toda essa grana que o Estado iria receber está sendo repassada para os municípios em função da ineficiência dos gestores estaduais.
A perda de matrícula tem conseqüências para toda rede, pois dificulta a valorização dos professores e servidores, dificulta a reforma e manutenção das escolas, dificulta a política de formação continuada dos professores e servidores administrativos, ou seja, é um verdadeiro prejuízo para alunos, servidores e professores.
Entretanto, mesmo sem a Secretaria de Educação querer, temos vivenciado situações muito bonita de mobilizações dos professores para impedir o fechamento das unidades de ensino. Esses educadores estão fazendo, sem nenhum apoio da SEED, chamada pública. É uma disputa muito bonita, os gestores dizendo que a escola vai fechar e os professores indo na comunidade orientando os alunos a matricularem-se a força. A manutenção das escolas funcionando depende, hoje, mais dos professores do que da Secretaria de Educação, pois esses educadores estão preocupados, também, em manter seus locais de trabalho.
Resultado dessa política de negação de matrícula, dos 25% dos impostos estaduais que são transferidos da Secretaria da Fazenda para a Secretaria de Educação há perda de receita para as redes municipais em todos os anos: em 2007 a perda do FUNDEB foi R$ 200.988,019.72; em 2008, a Secretaria de Educação perdeu do fundo para os municípios R$ 234.391.646,28; Em 2009, até o mês de Agosto a perda já tinha chegado a R$ 155.960.375,04. Esses dados estão disponíveis no site da Secretaria da Fazenda e todos podem consultá-los: http://www.sefaz.se.gov.br/internet/index.jsp?url=financas/financasPublicas.html
Podemos deduzir que ao findar a prestação de contas do ano 2009, a SEED perderá muito mais do que perdeu nos dois últimos anos. Um verdadeiro escândalo que vem sendo feito pelos gestores da pasta da educação. Em vez de estimular a matrícula para aumentar a arrecadação, estimula o fechamento de escolas que resulta e redução da receita. Vai entender!
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
AQUECIMENTO GLOBAL: ENCHENTES, SECAS, TORNADOS, DESTRUIÇÕES E MORTES
O debate sobre o aquecimento global está ficando, cada vez mais, desfocado. Atribui-se a culpa a esse fenômeno os mais diversos elementos como o próprio homem que, no entendimento dos grandes meios de comunicações, somos os responsáveis pela destruição do planeta. Assim, um papel de bala que atiramos no chão ou a descarga que damos no vaso sanitário contribui para a destruição da natureza e, portanto, para o aquecimento global e por isso “temos que preservar o nosso planeta”.
É comum as grandes reportagens no Globo Reporter, no fantástico, na revista Veja entre outros meios de comunicações burgueses trabalhando essa tese. Para eles, o “homem” é culpado pelos fenômenos climáticos que estão acontecendo no mundo fruto desse aquecimento do planeta. Nas reportagens, como tudo é culpa do homem, todos nós somos culpados pelo que está acontecendo no mundo. Mas precisamos entender o aquecimento global a partir de outros elementos que não são trabalhados por esses meios de comunicações.
Enchentes, secas, tornados, nevascas, granizos estão causando muita destruição e mortes são resultados do modelo de econômico adotado pelos países capitalistas centrais. Esses países, adotaram métodos de dominação econômica nas nações mais pobres que combina exploração das riquezas agrícolas, minerais, metais preciosos e fontes de energia com a destruição do meio ambiente. Assim, a exploração das riquezas dos países pobres acontece combinado com o desmatamento, destruindo toda fauna e flora e a poluição do ar, dos rios, do lençol freático e dos solos.
Em busca do lucro, as empresas multinacionais dos países ricos, promovem destruição de todas as ordens. Essa destruição está provocando mudanças, significativas na dinâmica climática, pois é o clima o mais frágil e atingido por essas agressões ao meio ambiente. Na medida que os clima de todo mundo começam a se alterar, muda a lógica que acontecia antes. Como i clima muda, começa a acontecer diversas conseqüências catastróficas. Tudo fruto do processo desse modelo econômico adotado do mundo que prioriza o consumo em detrimento da preservação ambiental.
O modelo de consumo centrado no lucro e no uso intenso dos recursos da natureza tem resultado com conseqüências incalculáveis para o futuro. Na medida que a população do planeta cresce, cresce, também, a produção de objetos supérfluos que estimula o consumo, cada vez mais. Assim, em nome do lucro, as grandes empresas, que atualmente dominam o mercado mundial, estimulam o consumo e agridem, de forma cada vez mais intensa, a natureza.
Na medida que os recursos naturais das nações desenvolvidas estão em vias de extinção, as empresas desses países voltam os olhos para as riquezas dos países subdesenvolvidos. Ai, para o controle dessas riquezas, vale de tudo: expulsão dos povos nativos, estímulos as guerras civis, controle das riquezas hídricas, minerais, fontes de energias, das terras e da produção agrícola. Desta forma, a exploração, sem controle das nações pobres está alimentando essa sociedade do consumo, principalmente nos países desenvolvidos.
Percebe-se, também, nesse processo de controle das riquezas das nações pobres, a população são que mais sofre. Mesmo sendo países com grandes quantidades de riquezas, a população não usufrui dessas riquezas. Assim, o que percebe-se em vários países é a existência de aliança dos governos locais com as grandes empresas multinacionais, que os apóiam em campanhas eleitorais para manter o modelo de exploração ativo.
Dar para compreender a lógica, destruição, destruição e mais destruição em nome do lucro e do consumo. O resultado dessa equação é destruição, também, provocadas pelas mudanças climáticas acontece em todo mundo.
Quando se afirma que o “homem” é o culpado pela destruição do planeta, pretende-se tirar a culpa de quem são os culpados pelo que estamos vivemos atualmente: as empresas e seus donos que na busca em acumular, cada vez mais riquezas, vale tudo, inclusive destruição o meio ambiente e toda fauna e flora existente na terra.
Essas ações tem conseqüências diversas, como:
1. As secas que tem aumentado tanto nas zonas tropical quanto nas zonas temperadas. É sabido que a condição para que haja precipitações é o processo de resfriamento do ar. Esse resfriamento provoca o processo de condensação das nuvens e as chuvas. Como a temperatura do ar está ficando cada vez mais quente, em função do desmatamento que deixa a terra mais quente e mais seca e da poluição que provoca o efeito estufa, deixando a temperatura do ar muito quente. Assim, as secas estão sendo cada vez mais duradouras e rigorosas. O resultado disso, é a morte dos rios passa a ser intermitentes a falta de água que já atinge várias nações em todos os continentes.
2. As enchentes que acontecem no período chuvoso. Na medida que o clima passa muito tempo sem que haja precipitações, a atmosfera fica muito cheia de vapor d`água. Assim, quando o ar sofre algum tipo de resfriamento, em função do movimento de inclinação da terra e da dinâmica das correntes de ar, as chuvas, geadas, nevasca e granizos acontecem de forma intensa. Isso acontece, em função do desmatamento, pois o solo fica muito seco e duro que impossibilita a infiltração da água para o lençol freático. Desta forma, toda atividade climática que cai na terra, provoca muita destruição, das mais diversas ordens.
3. Os tornados e furacões que acontecem em função do aquecimento do ar. Os tornados são resultados da elevada temperatura do ar que provoca a ascensão do mesmo e ao encontra-se com as nuvens de chuvas provocam o turbilhão de vento. Já os furacões são resultado da elevada temperatura que provoca intensas chuvas com ventos muito forte que podem durar semanas. O aquecimento da temperatura aumenta a incidência desses fenômenos, inclusive em áreas que não aconteciam antes.
É comum as grandes reportagens no Globo Reporter, no fantástico, na revista Veja entre outros meios de comunicações burgueses trabalhando essa tese. Para eles, o “homem” é culpado pelos fenômenos climáticos que estão acontecendo no mundo fruto desse aquecimento do planeta. Nas reportagens, como tudo é culpa do homem, todos nós somos culpados pelo que está acontecendo no mundo. Mas precisamos entender o aquecimento global a partir de outros elementos que não são trabalhados por esses meios de comunicações.
Enchentes, secas, tornados, nevascas, granizos estão causando muita destruição e mortes são resultados do modelo de econômico adotado pelos países capitalistas centrais. Esses países, adotaram métodos de dominação econômica nas nações mais pobres que combina exploração das riquezas agrícolas, minerais, metais preciosos e fontes de energia com a destruição do meio ambiente. Assim, a exploração das riquezas dos países pobres acontece combinado com o desmatamento, destruindo toda fauna e flora e a poluição do ar, dos rios, do lençol freático e dos solos.
Em busca do lucro, as empresas multinacionais dos países ricos, promovem destruição de todas as ordens. Essa destruição está provocando mudanças, significativas na dinâmica climática, pois é o clima o mais frágil e atingido por essas agressões ao meio ambiente. Na medida que os clima de todo mundo começam a se alterar, muda a lógica que acontecia antes. Como i clima muda, começa a acontecer diversas conseqüências catastróficas. Tudo fruto do processo desse modelo econômico adotado do mundo que prioriza o consumo em detrimento da preservação ambiental.
O modelo de consumo centrado no lucro e no uso intenso dos recursos da natureza tem resultado com conseqüências incalculáveis para o futuro. Na medida que a população do planeta cresce, cresce, também, a produção de objetos supérfluos que estimula o consumo, cada vez mais. Assim, em nome do lucro, as grandes empresas, que atualmente dominam o mercado mundial, estimulam o consumo e agridem, de forma cada vez mais intensa, a natureza.
Na medida que os recursos naturais das nações desenvolvidas estão em vias de extinção, as empresas desses países voltam os olhos para as riquezas dos países subdesenvolvidos. Ai, para o controle dessas riquezas, vale de tudo: expulsão dos povos nativos, estímulos as guerras civis, controle das riquezas hídricas, minerais, fontes de energias, das terras e da produção agrícola. Desta forma, a exploração, sem controle das nações pobres está alimentando essa sociedade do consumo, principalmente nos países desenvolvidos.
Percebe-se, também, nesse processo de controle das riquezas das nações pobres, a população são que mais sofre. Mesmo sendo países com grandes quantidades de riquezas, a população não usufrui dessas riquezas. Assim, o que percebe-se em vários países é a existência de aliança dos governos locais com as grandes empresas multinacionais, que os apóiam em campanhas eleitorais para manter o modelo de exploração ativo.
Dar para compreender a lógica, destruição, destruição e mais destruição em nome do lucro e do consumo. O resultado dessa equação é destruição, também, provocadas pelas mudanças climáticas acontece em todo mundo.
Quando se afirma que o “homem” é o culpado pela destruição do planeta, pretende-se tirar a culpa de quem são os culpados pelo que estamos vivemos atualmente: as empresas e seus donos que na busca em acumular, cada vez mais riquezas, vale tudo, inclusive destruição o meio ambiente e toda fauna e flora existente na terra.
Essas ações tem conseqüências diversas, como:
1. As secas que tem aumentado tanto nas zonas tropical quanto nas zonas temperadas. É sabido que a condição para que haja precipitações é o processo de resfriamento do ar. Esse resfriamento provoca o processo de condensação das nuvens e as chuvas. Como a temperatura do ar está ficando cada vez mais quente, em função do desmatamento que deixa a terra mais quente e mais seca e da poluição que provoca o efeito estufa, deixando a temperatura do ar muito quente. Assim, as secas estão sendo cada vez mais duradouras e rigorosas. O resultado disso, é a morte dos rios passa a ser intermitentes a falta de água que já atinge várias nações em todos os continentes.
2. As enchentes que acontecem no período chuvoso. Na medida que o clima passa muito tempo sem que haja precipitações, a atmosfera fica muito cheia de vapor d`água. Assim, quando o ar sofre algum tipo de resfriamento, em função do movimento de inclinação da terra e da dinâmica das correntes de ar, as chuvas, geadas, nevasca e granizos acontecem de forma intensa. Isso acontece, em função do desmatamento, pois o solo fica muito seco e duro que impossibilita a infiltração da água para o lençol freático. Desta forma, toda atividade climática que cai na terra, provoca muita destruição, das mais diversas ordens.
3. Os tornados e furacões que acontecem em função do aquecimento do ar. Os tornados são resultados da elevada temperatura do ar que provoca a ascensão do mesmo e ao encontra-se com as nuvens de chuvas provocam o turbilhão de vento. Já os furacões são resultado da elevada temperatura que provoca intensas chuvas com ventos muito forte que podem durar semanas. O aquecimento da temperatura aumenta a incidência desses fenômenos, inclusive em áreas que não aconteciam antes.
sábado, 16 de janeiro de 2010
SAÚDE PÚBLICA EM SERGIPE: UM CASO DE POLÍCIA
Na última quarta-feira, 13 de Janeiro, o Sindicato dos Médicos-SINDIMED, de forma honrosa, foi a delegacia de polícia para denúncia o descaso da Secretaria de Estado da Saúde e do Governo do Estado com a saúde dos sergipanos. A denúncia dos médicos diz respeito a suspensão do atendimento do serviço de Oncologia dos Hospitais Cirurgia e João Alves, hoje chamado de Hospital de Urgência de Sergipe-HUSE. Esses dois hospitais são os únicos onde o serviço funcionava. No hospital Cirurgia a máquina estava vencida e não foi tomado nenhuma atitude para recuperá-la. Já no HUSE a máquina quebrou e não foi tomado nenhuma atitude para consertá-la.
O resultado dessa falta de compromisso do Governo do Estado foi centenas de famílias angustiadas, pois o serviço de radioterapia ficou suspenso indefinidamente para as pessoas que necessitavam do tratamento. Na avaliação do SINDIMED, a atitude é resultado da ineficácia da Secretaria de Estado da Saúde em dá respostas positivas, com relação aos serviços de saúde, que a população sergipana espera. A suspensão do serviço de oncologia é mais uma face da difícil situação da saúde pública no Estado.
Atualmente, os serviços de saúde amargam a difícil realidade de um sindicato (SINTASA-CTB) que está de braços dados com o Secretário da Saúde Rogério Carvalho(PT). Inclusive, o Presidente do SINTASA Augusto Couto tem, sistematicamente, dado afirmações, nos meios de comunicações, que é parceiro do Secretário Rogério. As denúncias de assédio moral são recorrente, remoções sem justificativas, como forma de perseguição e três(03) anos de Governo Déda sem nenhum tipo de valorização salarial.
Para completar a realidade caótica desses bravos servidores, estão amargando a implementação, pelo Estado, das Fundações Públicas de direito privado. O Governador Marcelo Déda (PT), juntamente com o Secretário Rogério carvalho, estão realizando um processo, sem volta de privatização da saúde pública sergipana. Todo sistema de saúde é gerido pelas Fundações. Os servidores perderam a estabilidade no emprego, perderam gratificações e estão entregue a vontade dos diretores das Fundações. Quando esses diretores não forem mais o servidor trabalhando na unidade de saúde, coloca a disposição ou são removidos, de forma unilateral para outras unidades de saúdes.
As Fundações transformaram os trabalhadores da saúde em mendigos. Salários achatados e gratificações congeladas é a dura realidade desses bravos e sofridos servidores. A realidade está ficando insustentável. Os médicos não querem mais trabalhar para as Fundações por não ter nenhum tipo de valorização para esses profissionais. A população, nesse cenário, é quem sofre com o caos da saúde no Estado.
Vale ressaltar, que as Fundações tem posicionamento contrário do PT Nacional em resolução do último Congresso Nacional do PT em 2009. Tem posicionamento contrário da CUT em resolução aprovada no último Congresso Nacional da CUT em 2009. O Governo Lula retirou de pauta, no Congresso Nacional, o projeto de tramitava sobre Fundações. Somente, em Sergipe temos que conviver com essa situação lamentável.
Entendemos que a indignação de todos e todas é fundamental para revertermos essa situação de caos. Talvez, somente sendo tratada como caso de polícia é que essa realidade possa melhorar tanto para os servidores que estão sofrendo o “pão que o diabo amassou” quanto para a população que necessita dos serviços de qualidade.
O resultado dessa falta de compromisso do Governo do Estado foi centenas de famílias angustiadas, pois o serviço de radioterapia ficou suspenso indefinidamente para as pessoas que necessitavam do tratamento. Na avaliação do SINDIMED, a atitude é resultado da ineficácia da Secretaria de Estado da Saúde em dá respostas positivas, com relação aos serviços de saúde, que a população sergipana espera. A suspensão do serviço de oncologia é mais uma face da difícil situação da saúde pública no Estado.
Atualmente, os serviços de saúde amargam a difícil realidade de um sindicato (SINTASA-CTB) que está de braços dados com o Secretário da Saúde Rogério Carvalho(PT). Inclusive, o Presidente do SINTASA Augusto Couto tem, sistematicamente, dado afirmações, nos meios de comunicações, que é parceiro do Secretário Rogério. As denúncias de assédio moral são recorrente, remoções sem justificativas, como forma de perseguição e três(03) anos de Governo Déda sem nenhum tipo de valorização salarial.
Para completar a realidade caótica desses bravos servidores, estão amargando a implementação, pelo Estado, das Fundações Públicas de direito privado. O Governador Marcelo Déda (PT), juntamente com o Secretário Rogério carvalho, estão realizando um processo, sem volta de privatização da saúde pública sergipana. Todo sistema de saúde é gerido pelas Fundações. Os servidores perderam a estabilidade no emprego, perderam gratificações e estão entregue a vontade dos diretores das Fundações. Quando esses diretores não forem mais o servidor trabalhando na unidade de saúde, coloca a disposição ou são removidos, de forma unilateral para outras unidades de saúdes.
As Fundações transformaram os trabalhadores da saúde em mendigos. Salários achatados e gratificações congeladas é a dura realidade desses bravos e sofridos servidores. A realidade está ficando insustentável. Os médicos não querem mais trabalhar para as Fundações por não ter nenhum tipo de valorização para esses profissionais. A população, nesse cenário, é quem sofre com o caos da saúde no Estado.
Vale ressaltar, que as Fundações tem posicionamento contrário do PT Nacional em resolução do último Congresso Nacional do PT em 2009. Tem posicionamento contrário da CUT em resolução aprovada no último Congresso Nacional da CUT em 2009. O Governo Lula retirou de pauta, no Congresso Nacional, o projeto de tramitava sobre Fundações. Somente, em Sergipe temos que conviver com essa situação lamentável.
Entendemos que a indignação de todos e todas é fundamental para revertermos essa situação de caos. Talvez, somente sendo tratada como caso de polícia é que essa realidade possa melhorar tanto para os servidores que estão sofrendo o “pão que o diabo amassou” quanto para a população que necessita dos serviços de qualidade.
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
EXCLUSÃO SOCIAL EM SERGIPE, REALIDADE QUE NÃO MUDA.
O Brasil é considerado um país “em Desenvolvimento”. A expressão diz respeito a situação social e econômica na qual se encontra, pois apresenta elevado desenvolvimento econômico sem melhorias das condições de vida da população. O país possui grande industrialização e elevada produção agrícola, mas com forte controle, dessas riquezas, exercida pelas empresas multinacionais e pela burguesia política e econômica que as defendem e representam aqui dentro.
Esse processo de exclusão social no qual o país vive, é reflexo, também, do processo de colonização sofrido onde os portugueses roubaram(exploraram) centenas de milhares de toneladas de riquezas: pau-brasil, cana-de-açúcar, ouro, diamante etc. Mas de forma sábia, formaram uma burguesia nacional para dá continuidade ao processo exploratório, voltada para o exterior. Essa burguesia, que está no poder, até os dias atuais, mantém esse processo exploratório, não permitindo melhorias de vida para os mais pobres.
Nos processos eleitorais, a grande maioria dos eleitos são pessoas financiadas por grandes grupos empresariais para garantia a manutenção da situação econômica e social inalterada. Assim, também, é a realidade sergipana, vamos a alguns fatos:
O artigo é de José Cristian Góes, escrito no seu blog e publicado no Portal Infonet que merece nossa reflexão, indignação e análise. Pode ser pesquisado, diretamente, no endereço eletrônico:
http://www.infonet.com.br/josecristiangoes/ler.asp?id=89523&titulo=Cristian_Goes
Superação da miséria
José Cristian Góes
Os longos anos de dominação política e econômica em Sergipe produziram a riqueza para alguns poucos, a sedimentação de esquemas corruptos de meia dúzia de famílias no poder e principalmente o financiamento público das vidas privadas. A separação entre público e privado quase não existe e isso tem reflexo direto na distância lunar entre os mais ricos e os mais pobres em Sergipe.
O atual governo – comprometido até a medula com alianças políticas, econômicas e administrativas com setores que sempre dominaram Sergipe – não consegue ou é extremamente lento e tímido para imprimir o rompimento desse quadro que só produz injustiças e um desenvolvimento completamente falseado. Voltar ao passado jamais, mas ficar consolidando a nova direita também não é possível.
Um dos graves problemas que precisa ser superado é o grau de miserabilidade em comunidades em todos os cantos de Sergipe, seja na capital da “qualidade de vida” ou no mais distante povoado. Não é admissível que Sergipe tenha a maior renda per capita do Nordeste, uma das maiores do Brasil, mas ao mesmo tempo carregue quase metade de sua população vivendo na pobreza.
Os números são oficiais. Num estudo patrocinado pelo próprio Governo do Estado, de fevereiro de 2009, aparecem no menor estado da federação quase 30 mil crianças entre 5 e 15 anos que são obrigadas a trabalhar. Em Sergipe, o número de crianças e adolescentes fora da sala de aula é bem maior do que aquele que está matriculado.
Enquanto no Brasil a média de ocupação de jovens entre 15 e 17 anos que freqüenta a escola (ensino médio) é de quase 48%, aqui em Sergipe esse índice é de apenas 29%. Nossos jovens não estudam. Sergipe é o sétimo estado brasileiro em número de analfabetos. No município de Nossa Senhora Aparecida, metade da população é analfabeta. A “capital de qualidade de vida” carrega o vergonhoso índice de 10% de analfabetos.
A prova de que esse “desenvolvimento” de Sergipe é uma falácia e continua sem apresentar mudanças de rota é que o menor estado do Brasil é o campeão de número de indigentes. Os números apontam que temos 21,1% da população vivendo com menos de R$ 95 por mês. São mais de 430 pessoas nessa condição de indigência. É vergonhoso ainda ter um estado rico como Sergipe 46,6% da população em situação de pobreza, isto é, quase 1 milhão de pessoas que têm rendimento mensal inferior a R$ 190,00.
Mas ao mesmo tempo em que carregamos um contingente enorme de excluídos, entre 2002 e 2006, o PIB per capita anual de Sergipe (que faz a relação entre as riquezas produzidas e a sua população) passou de R$ 4,2 mil para R$ 4,5 mil por pessoa, um dos destaques positivos do Nordeste.
Resolve-se esses graves problemas da noite para o dia? Em um mandato de quatro anos? Em dois? Claro que não. Isso é um processo constante e lento, mas que precisa de ações fortes e determinadas de Estado que contrariam interesses políticos eleitorais imediatos e que talvez este governo não tenha vontade de contrariar. Uma pena.
E assim continuaremos a assistir ao espetáculo da propaganda eleitoral cotidiana, dos factóides montados para criar alguma sensação de “novo”, que até convencem a maioria, mas que, na prática, perpetuam um estado profundamente injusto. Até quando?
Esse processo de exclusão social no qual o país vive, é reflexo, também, do processo de colonização sofrido onde os portugueses roubaram(exploraram) centenas de milhares de toneladas de riquezas: pau-brasil, cana-de-açúcar, ouro, diamante etc. Mas de forma sábia, formaram uma burguesia nacional para dá continuidade ao processo exploratório, voltada para o exterior. Essa burguesia, que está no poder, até os dias atuais, mantém esse processo exploratório, não permitindo melhorias de vida para os mais pobres.
Nos processos eleitorais, a grande maioria dos eleitos são pessoas financiadas por grandes grupos empresariais para garantia a manutenção da situação econômica e social inalterada. Assim, também, é a realidade sergipana, vamos a alguns fatos:
O artigo é de José Cristian Góes, escrito no seu blog e publicado no Portal Infonet que merece nossa reflexão, indignação e análise. Pode ser pesquisado, diretamente, no endereço eletrônico:
http://www.infonet.com.br/josecristiangoes/ler.asp?id=89523&titulo=Cristian_Goes
Superação da miséria
José Cristian Góes
Os longos anos de dominação política e econômica em Sergipe produziram a riqueza para alguns poucos, a sedimentação de esquemas corruptos de meia dúzia de famílias no poder e principalmente o financiamento público das vidas privadas. A separação entre público e privado quase não existe e isso tem reflexo direto na distância lunar entre os mais ricos e os mais pobres em Sergipe.
O atual governo – comprometido até a medula com alianças políticas, econômicas e administrativas com setores que sempre dominaram Sergipe – não consegue ou é extremamente lento e tímido para imprimir o rompimento desse quadro que só produz injustiças e um desenvolvimento completamente falseado. Voltar ao passado jamais, mas ficar consolidando a nova direita também não é possível.
Um dos graves problemas que precisa ser superado é o grau de miserabilidade em comunidades em todos os cantos de Sergipe, seja na capital da “qualidade de vida” ou no mais distante povoado. Não é admissível que Sergipe tenha a maior renda per capita do Nordeste, uma das maiores do Brasil, mas ao mesmo tempo carregue quase metade de sua população vivendo na pobreza.
Os números são oficiais. Num estudo patrocinado pelo próprio Governo do Estado, de fevereiro de 2009, aparecem no menor estado da federação quase 30 mil crianças entre 5 e 15 anos que são obrigadas a trabalhar. Em Sergipe, o número de crianças e adolescentes fora da sala de aula é bem maior do que aquele que está matriculado.
Enquanto no Brasil a média de ocupação de jovens entre 15 e 17 anos que freqüenta a escola (ensino médio) é de quase 48%, aqui em Sergipe esse índice é de apenas 29%. Nossos jovens não estudam. Sergipe é o sétimo estado brasileiro em número de analfabetos. No município de Nossa Senhora Aparecida, metade da população é analfabeta. A “capital de qualidade de vida” carrega o vergonhoso índice de 10% de analfabetos.
A prova de que esse “desenvolvimento” de Sergipe é uma falácia e continua sem apresentar mudanças de rota é que o menor estado do Brasil é o campeão de número de indigentes. Os números apontam que temos 21,1% da população vivendo com menos de R$ 95 por mês. São mais de 430 pessoas nessa condição de indigência. É vergonhoso ainda ter um estado rico como Sergipe 46,6% da população em situação de pobreza, isto é, quase 1 milhão de pessoas que têm rendimento mensal inferior a R$ 190,00.
Mas ao mesmo tempo em que carregamos um contingente enorme de excluídos, entre 2002 e 2006, o PIB per capita anual de Sergipe (que faz a relação entre as riquezas produzidas e a sua população) passou de R$ 4,2 mil para R$ 4,5 mil por pessoa, um dos destaques positivos do Nordeste.
Resolve-se esses graves problemas da noite para o dia? Em um mandato de quatro anos? Em dois? Claro que não. Isso é um processo constante e lento, mas que precisa de ações fortes e determinadas de Estado que contrariam interesses políticos eleitorais imediatos e que talvez este governo não tenha vontade de contrariar. Uma pena.
E assim continuaremos a assistir ao espetáculo da propaganda eleitoral cotidiana, dos factóides montados para criar alguma sensação de “novo”, que até convencem a maioria, mas que, na prática, perpetuam um estado profundamente injusto. Até quando?
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