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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Ana Lúcia confirma sua pré-candidatura à prefeitura de Aracaju



No dia em que o Brasil comemora os 80 anos da conquista das mulheres pelo direito ao voto, a deputada estadual e professora Ana Lúcia confirmou ou seu nome como pré-candidata do Partido dos Trabalhadores à disputa pela prefeitura de Aracaju.

Na presença do presidente do Diretório Municipal do PT da capital, Uziel Rios, a inscrição da pré-candidatura de Ana Lúcia pelo partido foi registrada uma hora antes das 17 horas, prazo final para inscrição de nomes para a disputa, dentro do calendário estipulado pela Executiva Municipal ainda no mês janeiro. Uma lista com quase 150 assinaturas (87 eram necessárias) e uma carta-compromisso foram protocolados junto com a inscrição, conforme o regimento.

Por telefone, de São Paulo, onde participou da solenidade de posse de Paulo Gustavo Guedes no cargo de desembargador federal no Tribunal Regional Federal da Terceira Região (TRF-3), a petista reafirmou a sua disposição para disputar internamente o direito de ser a indicada pelo PT para suceder a Edvaldo Nogueira, e ressaltou ser um bom sinal sua inscrição no dia 24 de fevereiro.

“Em nome daqueles que acreditam numa outra forma de fazer política e que apontam o meu nome como o mais preparado para dirigir a nossa capital, reafirmo a minha disposição em seguir na disputa. Inscrevemos o nosso nome e agora vamos para o debate. Queremos dialogar com a militância petista, discutir com ela o nosso projeto para os aracajuanos, porque foi assim que o PT se construiu, no debate, apaixonando a sua militância e o povo a partir dos seus projetos e concepções de sociedade”, disse, para em seguida emendar.

“Não deixa de ser positiva e extremamente simbólica a inscrição da nossa pré-candidatura no dia 24 de fevereiro, quando há oitenta anos nós, mulheres, abrimos o nosso espaço na política, conquistando o direito ao voto. É um bom sinal. Se já conseguimos eleger a primeira mulher presidente do Brasil, Dilma, porque não os aracajuanos elegerem também a primeira mulher para administrar a nossa capital”, afirmou.

Pelo twitter, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, lembrou os 80 anos da conquista das mulheres pelo direito ao voto e disse ser preciso “fazer uma profunda reflexão das conquistas e avanços [nesse período]. E lutar para que mais e mais mulheres ganhem espaço na política”, tuitou Falcão.

Fonte: Assessoria de Ana Lúcia

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Avaliação de Desempenho que Governo Déda quer impor em Sergipe NÃO deu certo nos Estados Unidos



A publicação do livro da gestora do sistema de avaliação de desempenho docente e escolar dos Estados Unidos, Diane Ravitch – ex-secretária adjunta de educação no governo de George Bush e ex-chefe do instituto responsável pelos testes federais americanos (National Assessment Governing Board) na gestão de Bill Clinton cai como uma bomba contra aqueles que insistem em impor avaliação de desempenho meritocrático e de monitoramento. Daiane, atualmente, é a pessoa mais crítica a essa política de matriz meritória e nada eficiente para as políticas educacionais.

No livro The Death and Life of the Great American School System (a morte e a vida do grande sistema escolar americano), Diane expõe os problemas da avaliação, destacando a punição às escolas, diretores e professores que não atingem as pontuações estabelecidas pela gestão educacional. Nos EUA a Secretaria de Educação chegou ao cúmulo de fechar as escolas e de demitir as equipes profissionais que ficaram abaixo das metas nacionais. É esse modelo falido nos Estados Unidos que o Governo Déda que impor em Sergipe através do Índice Guia de Avaliação de Desempenho coprado por R$ 360 mil reais.

Pelo Índice Guia/compromisso de gestão as escolas que não atingirem as metas definidas pelos gestores da SEED serão punidas, inclusive com demissão da equipe diretora e dos professores. As metas definidas referem-se aos resultados das provas externas (prova Brasil, provinha Brasil e Enem) sem qualquer preocupação com a qualidade do ensino.

Segundo Diane, os riscos para a tendência de bonificar através de Avaliação de Desempenho de caráter meritocrático induz os sistemas e as unidades escolares a rebaixarem os padrões do ensino com foco no desempenho dos testes nacionais padronizados. Estes, por sua vez, direcionam para a redução do currículo, comprometendo a qualidade social da educação.

A CNTE – Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação tem posição contrária a política do MEC baseada nas expectativas de aprendizagem (calcadas no currículo mínimo) e da transformação do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) no principal instrumento para medir a qualidade da educação, mesmo com os componentes restritos que compõem as provas estandardizadas aplicadas pelo Inep/MEC. A CNTE espera que as ações públicas do executivo e do parlamento comecem a rever a trajetória equivocada do padrão de qualidade para a educação básica, direcionando-o para as deliberações da 1ª Conferência Nacional de Educação, sobretudo para a instituição do sistema nacional de educação, para o aumento dos investimentos financeiros (10% do PIB até que a dívida educacional seja reparada) e aplicação do conceito de Custo Aluno Qualidade, para a gestão democrática das escolas e dos sistemas e para os conteúdos e práticas curriculares que valorizem os anseios sociais e a cultura das comunidades escolares.

Com informações do site da CNTE

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O livro Pedagogia do Oprimido, do educador brasileiro Paulo Freire, foi banido das escolas públicas do Arizona nos Estados Unidos.



Ana Luzia Costa Santos

Segundo o Jornal Brasil, a justificativa do secretário da educação do Arizona John Huppenthal em abolir uma das obras mais importante para educação no mundo foi ao visitar uma escola em Tucson, notou que Che Guevara era tratado como um herói, inclusive com direito a pôster numa das salas de aula, enquanto que Benjamin Franklin era considerado racista pela turma. Huppenthal julgou intolerável que o termo “oprimido” do livro de Paulo Freire fosse inspirado no Manifesto Comunista de Marx e Engels, “que considera que a inteira história da humanidade é uma batalha entre opressores e oprimidos”.

Para o jornal, a suspensão do programa priva os alunos de compreenderem melhor os fatores históricos da ocupação do território onde vivem (parte do Arizona pertencia ao México e foi anexada pelos EUA), além de impedir o contato de uma inteira geração com o método emancipador de Paulo Freire. O que não percebem os que executam a educação “bancária”, no termo usado por Paulo Freire em Pedagogia do Oprimido, é que nos próprios “depósitos” se encontram as contradições. E, cedo ou tarde, esses “depósitos” podem provocar um confronto com a realidade e despertar os educandos contra a sua ”domesticação”.

O Autoritarismo é contagioso! Em Sergipe temos, também, a imposição do ensino estruturado, um apostilado do instituto Alfa e Beto que remete a uma educação bancária/conservadora (burguesa) que nega os ensinamentos de Paulo Freire: Nesse método de pacotes/cartilhas condenado por Freire o educador é o que sabe e os educandos são os que não sabem; o educador é o que pensa e os educandos são os pensados; o educador é o que diz a palavra e os educandos são os que escutam docilmente; o educador é o que opta e prescreve sua opção e os educandos são os que seguem a prescrição; o educador escolhe o conteúdo programático e os educandos jamais são ouvidos nessa escolha e se acomodam a ela; o educador identifica a autoridade funcional, que lhe compete, com a autoridade do saber, que se antagoniza com a liberdade dos educandos, pois os educandos devem se adaptar às determinações do educador; e, finalmente, o educador é o sujeito do processo, enquanto os educandos são meros objetos.

Os apostilados/pacotes/cartilhas do instituto Alfa e Beto é o reprodução dessa educação conservadora onde os professores são meros facilitadores que fazem uso do material produzido pelo instituto. Os planos de aulas são apresentados em manuais de orientação que serve para gerenciamento pedagógico que permitem o acompanhamento, controle e avaliação do programa pela Secretaria.

“Não basta saber ler que Eva viu a uva. É preciso compreender qual a posição que Eva ocupa no seu contexto social, quem trabalha para produzir a uva e quem lucra com esse trabalho.” Paulo Freire.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Bloco Siri na Lata dá voz às bandeiras de luta da classe trabalhadora



ESCRITO POR LAISA GALDINA | 13 FEVEREIRO 2012

A iniciativa da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT/SE) utiliza o período da folia de momo para pautar as reivindicações trabalhistas de forma irreverente e criativa. Em 2012, pelo sétimo ano consecutivo, o “Siri na Lata” vai às ruas na sexta-feira de Carnaval, 17 de fevereiro, com concentração a partir das 8h da manhã, na Praça Fausto Cardoso - Centro de Aracaju. Sindicatos, movimentos sociais, estudantes, imprensa sergipana e sociedade em geral estão convocados para levar suas pautas de reivindicação para rua, no Bloco Siri na Lata.

"O Siri na Lata é um bloco de resistência que tem objetivo de promover o debate com a sociedade das pautas de lutas da classe trabalhadora de forma irreverente e utilizando aspectos da cultura popular com é o carnaval. O Bloco reune diversas entidades que lutam por justiça e igualdade social, cada uma com liberdade e autonomia para levar suas bandeiras de luta para as ruas, juntamente com todos os militantes CUTistas. O Siri na Lata já está na sua 7ª edição, o que representa um marco no calendário da sociedade sergipana e da classe trabalhadora", enfatizou Roberto Silva, diretor da CUT/SE.

Este ano as bandeiras de luta da CUT/SE levantadas no Siri na Lata são pautas nas quais a central sindical esteve presente, mobilizando, discutindo e reivindicando. Dentre elas se destacam:

- Transparência dos gastos públicos e dos gastos do pré-caju onde o Estado deixa de investir no carnaval de rua de Aracaju e do interior do Estado.
- Redução da jornada de trabalho de 44 para 40h semanais sem redução de salario
- Fim do fator previdenciario
- Pela verdade dos crimes da Ditadura Civil-Militar
- Combate a violência contra a mulher
- Por políticas públicas para juventude de inclusão social
- Por 10% do PIB para educação e respeito ao piso salarial dos professores
- Por reforma agrária e urbana
- Por um plano diretor participativo que respeite os interesses do povo aracajuano e não das construtoras
- Contra aumento da passagem de ônibus
- Pelo fechamento do comércio em todos domingos e feriados

"A CUT solicitará investigação do Mnistério Público sobre os recursos públicos investidos no Pré-Caju para que a sociedade possa saber como, de fato, o dinheiro público está sendo investidos numa festa privada abandonando as festas populares. Cobraremos dos deputados federais e senadores sergipano uma posição clara sobre o fim do Fator Previdenciário, e cobraremos do Governo do Estado transparência na prestação de informações a sociedade e transparências nos gastos da folha de pessoal, duas temáticas que foram recentemente discutidas em Seminários da CUT/SE. A CUT reivindica a ampla participação da sociedade na cosntrução do plano diretor de Aracaju, onde atualmente estamos participando das debates promovidos pelo Fórum Permanente em Defesa da Grande Aracaju. Outra ação da CUT/SE é a luta pelo congelamento da passagem de ônibus e transparência na planilha de lucro das empresas de transporte, luta esta que estamos construindo juntamente com outras entidades e com o Movimento pelo Acesso ao Transporte Público, intitulado de #Não Pago!", frisou Roberto Silva.

Durante todo o percurso, o bloco carnavalesco dos trabalhadores sergipanos será acompanhado pela banda de frevo, carro de som e a famosa carroça da CUT, que representa o decadente transporte coletivo oferecido à população. O Siri na Lata terá concentração na Praça Fausto Cardoso, a partir das 08:30h, e percorrerá as ruas do Centro da Capital das 09:30h as 11:30h levando as pautas de lutas da CUT, dos sindicatos e movimentos sociais. Participem!

SERVIÇO
O quê: Bloco Siri na Lata dá voz às bandeiras de luta da classe trabalhadora
Quando: Sexta-feira 17 de fevereiro, com concentração a partir das 8h da manhã
Onde: Saída da Praça Fautos Cardoso, percorrendo as principais ruas do Centro da Capital
Mais informações: 3214-4912 (falar com Cleo) ou pelo email cut-se@cut-se.org.br

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

João Andrade anuncia o caos nas finanças apenas para valorizar os servidores, mas para construtoras não vai faltar dinheiro


A seguir os principais trechos da entrevista

Eugênio Nascimento
Da Equipe JC

JORNAL DA CIDADE - O que motivou a queda de arrecadação do Estado? Existe previsão para o fim dessa crise?
JOÃO ANDRADE VIEIRA DA SILVA - Na realidade, em 2011 houve um crescimento real da receita corrente do Estado em um nível adequado ao cenário da economia nacional. Esta receita cresceu nominalmente 13,3% em relação a 2010, ou 6,4% em termo reais, descontando a inflação pelo IPCA. As duas principais receitas do Estado, o FPE e o ICMS, cresceram nominalmente em 2011, respectivamente, 23,2% e 11,7%, em relação ao ano de 2010. Logo, em relação ao ano passado não podemos dizer que houve problemas de queda da arrecadação. O problema é outro. Estamos sentindo ainda os efeitos perversos da crise de 2008/2009. Este é um fato impossível de se ignorar ao analisarmos o comportamento econômico mundial e nacional, e ainda seus reflexos para Estados e municípios. Jamais poderemos analisar a atual situação financeira dos Estados e dos municípios, especialmente da região Norte/Nordeste, sem levar em consideração esta crise que abalou o mundo e ainda produz efeitos danosos em vários países.

JC – De que forma realmente a crise afetou o Estado?
JA - O principal efeito desta crise para o nosso Estado foi a queda muito expressiva, em 2009 e 2010, do FPE, responsável por 47% das nossas principais receitas. De 2009 até o momento, deixamos de contar com algo em torno de R$ 700 milhões de receita corrente, oriunda do FPE. Este fato, associado ao crescimento expressivo das despesas com pessoal no igual período, consumiu as nossas reservas, apertou significativamente o nosso fluxo de caixa e limitou a nossa capacidade de investimento com recursos próprios. As nossas projeções indicam que a manutenção do crescimento econômico em nosso país e as ações do governador Marcelo Déda na atração de investimentos para o nosso Estado, favorecendo a um crescimento real das receitas próprias, aliadas a uma política de contenção dos gastos com o custeio, inclusive pessoal, limitada à reposição das perdas inflacionárias, permitirá ao longo dos próximos dois anos uma recuperação da capacidade de investimento com os recursos próprios do Estado e um contexto mais tranquilo quanto à administração do caixa do tesouro. Em relação aos investimentos, adotamos uma política compensatória, direcionando as nossas ações para a captação de recursos externos, via convênios com a União e operações de crédito, viabilizando a preservação e ampliação das ações desenvolvimentistas do governo em nosso Estado, ajudando a manter a economia aquecida, importante para o aumento das nossas receitas tributárias.

JC - O corte de R$ 1,3 bi resolve o problema? O que mais será preciso fazer para resolver essa situação (reduzir custos)?
JA - O contingenciamento orçamentário na ordem de R$ 1,3 bilhão é prudencial e necessário para sinalizar que a estimação das receitas do orçamento deste ano, da ordem de R$ 7,8 bilhões, pode ser adequada a um cenário mais cauteloso para a atual realidade, haja visto que no ano passado a receita total do Estado atingiu a cifra de R$ 6,05 bilhões. Assim, a limitação do orçamento das despesas é imperativa, para evitarmos que o Estado corra o risco de assumir compromissos que tenha dificuldade de honrar posteriormente. A nossa principal atenção está no contingenciamento das despesas correntes, na ordem de R$ 450 milhões, em consonância com a estratégia de conter os gastos correntes para recuperarmos a nossa capacidade de investimento com recursos próprios. Havendo uma superação na estimativa das receitas, faremos gradualmente a liberação do orçamento para a realização das ações vinculadas. Este fato não é atípico e deve ser tratado com naturalidade, próprio de uma gestão fiscal responsável.

JC - A proximidade do limite prudencial é só do Executivo ou atinge o Judiciário e o Legislativo? Haverá corte nos dois outros poderes?
JA - O atingimento do limite prudencial das despesas com pessoal do Executivo limita as ações do próprio poder, não atingindo o Legislativo e o Judiciário. Contudo, como os recursos financeiros destinados aos demais poderes têm como origem as receitas obtidas pelo Executivo, a redução nas projeções destas receitas, divulgadas pela Fazenda, indicam a necessidade de uma cautela adicional por todos, quanto à execução da previsão orçamentária das despesas correntes. Há também uma compreensão dos demais poderes quanto às despesas, demonstrando gestões responsáveis e atentas ao bom uso dos recursos públicos.

JC - Essa proximidade do limite prudencial vai fazer com que o Estado evite conceder reajuste salarial agora em março? O que fazer?
JA - Por imposição da Lei de Responsabilidade Fiscal, o atingimento do limite prudencial das despesas com pessoal do Executivo impõe vedação a aumento destas despesas, à exceção da reposição linear das perdas inflacionárias do período. Em março, após o fechamento do primeiro bimestre do ano, faremos avaliações mais precisas e consistentes dos cálculos para apreciação pelo governador das hipóteses de aplicação do reajuste anual dos salários dos servidores do Executivo. O limite para o Executivo dos gastos com pessoal em relação à receita corrente líquida é de 46,55% e atingimos em dezembro o índice de 46,89%, com perspectiva de continuar subindo, neste primeiro quadrimestre de 2012. Desde o ano passado, quando identificamos este risco, adotamos uma série de medidas para reduzir a sua velocidade de crescimento. Estas ações foram importantes para retardarmos este quadro e outras serão fundamentais para evitarmos que a situação se agrave e venhamos a atingir o limite máximo, que é de 49%. O limite prudencial foi atingido em dezembro por este ser um mês que concentra um volume de despesa muito maior em relação aos demais meses do ano. Dezembro concentra a segunda parcela do 13°, pago praticamente na metade do mês. Isso pressiona as despesas de pessoal para um patamar significativo.

JC - O Plano de Cargos e Salários em estudo para categorias desprestigiadas do serviço público vai sair? Qual a previsão de correção (reajuste) salarial?
JA - O Plano de Cargos e Salários para os servidores da administração geral do Estado é compromisso do nosso governo e será implementado. Neste momento, precisamos concluir o trabalho para a quantificação dos impactos no crescimento da massa salarial e efetuarmos as projeções de suporte para a sua implantação. O passo seguinte é negociar com as categorias envolvidas e fecharmos o texto do projeto de lei. É importante salientar que tão logo a LRF permita, o governo irá encaminhar o projeto de lei para a Assembleia, resolvendo mais este problema histórico que preocupa grande parte dos servidores do Estado. As limitações atuais não são impeditivo para continuarmos dialogando com as categorias para finalizarmos o projeto.

JC - É verdade que o corte adotado atinge valores somente de convênios que não serão executados? Sergipe superestimou o seu orçamento?
JA - O contingenciamento atinge despesas de várias naturezas, especialmente as de custeio. Houve, no entanto, por necessidade legal, a inclusão no orçamento de 2012 de receitas de capital com origem em convênios e operações de crédito que estão ainda em tramitação. Isto não significa que a Secretaria de Planejamento superestimou o orçamento. O processo ocorre sempre desta forma: no ano anterior, projeta-se no orçamento do ano seguinte o ingresso de receitas cujas captações, em parte, irão ocorrer ao longo daquele exercício. Em uma administração responsável, como a do nosso governo, no início do exercício fiscal as áreas técnicas promovem uma revisão do orçamento e decidem pela proposta de contingenciamento de parte das despesas, evitando-se assim a assunção de compromissos cujas fontes de receita ainda não estejam devidamente asseguradas. Assim que ocorra a formalização desses convênios e contratos, ocorrerá naturalmente o descontingenciamento das respectivas despesas previstas no orçamento.

JC - É verdade que os empréstimos tomados pelo Estado nos últimos anos são uma das causas da crise atual?
JA - Não é verdade que os empréstimos contraídos pelo governo estão gerando problemas para as finanças do Estado; nem agora, nem no futuro. Para analisar esta questão, precisamos comparar o endividamento do Estado e as despesas com juros e amortização da dívida com a receita corrente líquida. O simples crescimento absoluto da dívida não significa que haja problemas. Qualquer analista experiente analisará os valores da dívida em relação às receitas e a capacidade de pagamento. É assim nos empréstimos que os bancos fazem a pessoas físicas e jurídicas, por exemplo. Observem que em 2006 o Estado de Sergipe tinha uma dívida total que representava 65,6% da receita corrente líquida. Hoje o nosso endividamento caiu, estando inferior a 50%, mesmo tendo contraído empréstimos em torno de R$ 800 milhões nos últimos três anos. A Lei de Responsabilidade Fiscal permite que o endividamento do Estado seja de até 200% da receita corrente líquida. Outro dado importante é o comprometimento da receita corrente com as despesas com juros e amortização da dívida. Em 2006, o Estado comprometia 6,8% da receita com o pagamento destas despesas. Hoje o comprometimento não ultrapassa os 4%, de um limite máximo de 11,5%, previsto na LRF. Logo, em todos os sentidos, na questão da dívida pública do Estado estamos com indicadores melhores que aqueles quando iniciamos o governo e bastante distante dos limites máximos previstos em lei. Além do mais, estes empréstimos somente são contraídos com o apurado exame da situação fiscal do Estado pela Secretaria do Tesouro Nacional. Em todos os casos, os nossos pleitos foram atendidos e no ano passado estivemos entre os dez primeiros Estados que receberam da União uma ampliação no limite de crédito autorizado pelo Tesouro Nacional.

JC - 2012 será um ano igual ou pior que 2011?
JA - A nossa estimativa é que em 2012 as receitas do Estado tenham um crescimento similar ao de 2011 e que tenhamos um crescimento nas despesas de custeio, inclusive pessoal, ligeiramente inferior ao das receitas correntes. Neste cenário, deveremos chegar ao final do ano mantendo o equilíbrio fiscal que é a marca do governo Marcelo Déda. No tocante aos investimentos, teremos um ano muito bom. Estamos com recursos assegurados que superam a marca de R$ 500 milhões. Várias obras em andamento serão concluídas e novas ordens de serviço serão lançadas, mantendo o patamar de investimento que temos realizado nos últimos anos. Não há motivos para pânico ou crise. O Estado está equilibrado, com recursos assegurados para a execução do plano de investimentos e com capacidade para cumprir os compromissos assumidos. O momentâneo desenquadramento no limite das despesas com pessoal é um fato atípico, preocupante, porém perfeitamente possível de solução ao longo deste ano.

JC - Quais as obras estaduais, além da ponte Jorge Amado, podem parar?
JA - Nenhuma obra em andamento irá sofrer solução de continuidade. Como já afirmamos, os recursos para a execução dos investimentos estão assegurados. A obra da ponte não está parada. Na realidade, houve um atraso na liberação dos recursos do convênio com o Ministério do Turismo, o que provocará um ligeiro atraso no cronograma de conclusão da ponte. O governador Marcelo Déda está em Brasília agilizando o repasse desses recursos. Não devemos confundir aperto de caixa e desenquadramento momentâneo de um índice com desequilíbrio fiscal e impossibilidade do Estado honrar com seus compromissos. Estamos apenas em estado de alerta quanto ao volume das despesas com pessoal frente à receita corrente líquida. Este fato não é novidade e temos desde o início do ano passado sinalizado esta situação, face aos reajustes concedidos neste governo para diversas categorias de servidores. Nos últimos cinco anos, a folha de pagamento do Executivo cresceu 116%, enquanto a receita corrente líquida cresceu 72% e a inflação acumulada foi em torno de 30%. Apenas o exame destes dados indica que a curva de comprometimento das receitas com despesas de pessoal precisa ser modificada para a preservação da capacidade fiscal do Estado.

JC - O pagamento das dívidas estaduais está acontecendo? O que foi suspenso?
JA - O Estado está honrando com todos os seus compromissos e não há riscos de crise de pagamento. Temos o controle total da situação e teremos um grande ano em 2012, com a conclusão das obras da primeira gestão e o início de um novo ciclo de investimentos, fundamentais para o futuro do nosso Estado. Estamos otimistas com o cenário projetado para 2013 e 2014, com a retomada do crescimento econômico em nosso país, preservando o controle da inflação.

Fonte: http://www.primeiramao.blog.br/post.aspx?id=3143

sábado, 11 de fevereiro de 2012

CORDEL: BIG BROTHER BRASIL UM PROGRAMA IMBECIL.


Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bárbara-BA, residente em Salvador.

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão 'fuleiro'
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, 'zé-ninguém'
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme 'armadilha'.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bial
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Da muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social

Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério - não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os "heróis" protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
"professor", Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos "belos" na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos "emburrecer"
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados

Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal.
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal.

FIM

Carta aberta do SINDIUTE à atriz global Débora Falabella: a verdade sobre a educação de Minas Gerais


A atriz Débora Falabella encabeça campanha publicitária do governo de Minas Gerais

“Todas as informações são comprovadas por dados publicados pelo próprio governo estadual e estão à sua disposição. A convidamos para conhecer uma escola estadual mineira para comprovar que o personagem das peças publicitárias não corresponde à realidade em Minas Gerais”

Abaixo, transcrevemos carta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais endereçada à atriz Débora Falabella em resposta à campanha publicitária mentirosa veiculada pelo Governo de Minas em horário nobre e que tem a atriz como protagonista.

Prezada Débora Falabella,

Às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não decepcionar milhares de fãs. Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você irá representar. Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governo de Minas Gerais em 2011 e o que você afirma através das peças publicitárias não corresponde à realidade.

No sentido de informá-la da real situação da educação mineira, apresentamos informações:
– O Governo mineiro investe apenas 60% do total dos recursos que deveria investir em educação. O restante vai para fins previdenciários;
– Desde 2008, há uma diminuição do investimento do governo estadual em educação;
– No que se refere à qualidade da educação, o Estado de Minas Gerais tem resultado abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);
– Apenas 35% das crianças mineiras até cinco anos frequentam estabelecimentos de ensino em Minas Gerais. Onde está o direito à educação de 65% destas crianças?

A realidade do Ensino médio é igualmente vergonhosa:
– nos últimos 6 anos houve uma redução de matrículas no Ensino Médio de 14,18%;
– O passivo de atendimento acumulado no ensino médio regular entre 2003 e 2011, seria de 9,2 milhões de atendimentos. Isso quer dizer que nem todos os adolescentes tiveram o direito de estudar garantido;
– Minas Gerais, comparativamente à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências

- Os projetos e programas na área da educação são marcados pela descontinuidade e por beneficiar uma parcela muito pequena de alunos.
– O Projeto Escola de Tempo Integral beneficiou 105 mil alunos, num universo de 2,5 milhões de alunos;
– O programa professor da família não atinge as famílias mineiras que necessitam de ajuda e tampouco é feito por professores, mas por pessoas sem a formação em licenciatura;
– O Estado não tem rede própria de ensino profissionalizante, repassando recursos públicos à iniciativa privada.

A respeito dos dados sobre o sistema de avaliação, é importante que saiba que são pouco transparentes, com baixa participação da comunidade escolar e ninguém tem acesso à metodologia adotada para comprovar a sua veracidade.

Quanto à valorização dos profissionais da educação relatada nas peças publicitárias, a baixa participação em inscrições para professor no concurso que a Secretaria de Estado realiza comprova que esta profissão em Minas Gerais não é valorizada.

O Governo de Minas não paga o Piso Salarial Profissional Nacional, mas subsídio. Em 2011, 153 mil trabalhadores em educação manifestaram a vontade de não receber o subsídio. Ainda assim o Governo impôs esta remuneração.

Em 2011 o governo mineiro assinou um termo de compromisso com a categoria se comprometendo a negociar o Piso Salarial na carreira. Mas o governo não cumpriu e aprovou uma lei retirando direitos, congelando a carreira dos profissionais da educação até dezembro de 2015. Compromisso e seriedade com os mineiros são qualidades que faltam em Minas Gerais.

Todas as informações são comprovadas por dados publicados pelo próprio governo estadual e estão à sua disposição. Por fim, a convidamos para conhecer uma escola estadual mineira para comprovar que o personagem das peças publicitárias não corresponde à realidade em Minas Gerais.

Fonte: Pragmatismo político em 10 fevereiro 2012

http://www.pragmatismopolitico.com.br/2012/02/carta-aberta-a-atriz-global-debora-falabella-a-verdade-sobre-a-educacao-de-minas-gerais.html